Inglaterra começa caminhada rumo à Copa com nova geração de joias

Mauricio Andrade
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Phil Foden brinca com Raheem Sterling, da
Phil Foden brinca com Raheem Sterling, da "velha geração" no treino da Inglaterra. Foto: Eddie Keogh - The FA/The FA via Getty Images)

Londres (ING)

A Inglaterra parece finalmente ter encontrado uma nova geração de talentos capaz de preencher o vazio deixado pela famosa ‘era de ouro’ e fazer o torcedor voltar a sonhar com a conquista de títulos. Comandados por Gareth Southgate, joias dos maiores clubes ingleses são as grandes apostas para o futuro da seleção, que começa nesta quinta-feira, contra San Marino, sua caminhada rumo à Copa do Mundo de 2022.

Apesar da ótima campanha no Mundial de 2018 – um quarto lugar, melhor resultado em 18 anos –, era claro que o trabalho de Southgate passava por uma transição de gerações, que parece consolidada com um novo elenco escolhido para os primeiros jogos das Eliminatórias Europeias – ainda enfrentam Albânia e Polônia nesta parada internacional.

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Dos 23 convocados para a competição na Rússia, apenas 10 foram lembrados para esse novo momento, formando a base experiente, responsável por liderar as novas joias e esperanças do país. São eles: Nick Pope (28 anos), Eric Dier (27), Harry Maguire (28), John Stones (26), Kieran Trippier (30), Kyle Walker (30), Jesse Lingard (28), Harry Kane (27), Marcus Rashford (23) e Raheem Sterling (26). Jordan Pickford (27) e Henderson (30), lesionados, ainda podem estar nos planos.

Como parte fundamental de sua transição, Southgate aposta em novas joias dos maiores clubes ingleses, que, inclusive, já fazem barulho na Premier League: Reece James (21) e Mason Mount (22), ambos do Chelsea, Phil Foden (20), do Manchester City, e Bukayo Saka (19), do Arsenal. Além deles, Jadon Sancho (20), do Borussia Dortmund, e Tammy Abraham (23), do Chelsea, também fazem parte deste seleto grupo de promessas, mas ficaram de fora por conta de lesões.

Apesar de já terem estreado com a seleção, essa será a primeira vez que eles terão a oportunidade de começar um novo ciclo na equipe principal. Os seis, inclusive, já estão acostumados com competições internacionais, já que frequentam as categorias de base da Inglaterra desde os 16 anos. Sancho e Foden, por exemplo, foram campeões mundiais sub-17 em 2017.

Apesar de não serem consideradas grandes joias, outros dois nomes da nova lista de Southgate valem ser citados aqui. São eles Dominic Calvert-Lewin, atacante do Everton, e Dean Henderson, goleiro do Manchester United – ambos com 24 anos. Os dois foram campeões mundiais sub-20 pela Inglaterra também em 2017, sendo que o centroavante marcou o gol decisivo na final contra a Venezuela.

Jovens Declan Rice e Mason Mount no treinamento da Inglaterra. Foto: Eddie Keogh - The FA/The FA via Getty Images
Jovens Declan Rice e Mason Mount no treinamento da Inglaterra. Foto: Eddie Keogh - The FA/The FA via Getty Images

Mesmo sem ter frequentado as categorias de base da seleção, Southgate sabe da importância deste histórico e, sempre que pode, faz questão de citar o quão fundamental é o desenvolvimento de novos talentos em busca de equipes vencedoras.

“Sentimos quando olhamos para as equipes vencedoras do passado que o caminho do desenvolvimento, o acúmulo de convocações para a base e a experiência em torneios foram fundamentais. Percebemos que isso nos ajudou e queremos manter isso”, disse em uma de suas entrevistas coletivas.

Southgate ainda lançou um livro em 2020 com o título de “Tudo é Possível”, onde ele reforça o desejo de ajudar a alavancar novos talentos dentro (e fora) das quatro linhas.

“Se eu puder ir de um adolescente magrelo e introvertido, a quem disseram que não daria certo como jogador, para alguém que jogou e foi treinador de seu país, então estou certo de que tudo é possível. Ao compartilhar algumas das experiências e lições dos altos (e baixos) da minha carreira, espero ajudar os jovens a se prepararem para a jornada que têm pela frente”.

A Inglaterra está no Grupo I das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo de 2022, ao lado de Albânia, Andorra, Hungria, Polônia e San Marino. Apenas a liderança da chave garante a vaga direta no Mundial do Catar, enquanto os segundos colocados disputam uma repescagem por um lugar na competição.