Inglês é condenado à prisão perpétua por matar esposa quatro décadas após o crime

O inglês David Venables, 89, foi condenado à prisão perpétua por matar sua mulher, Brenda Venables. (Foto: West Mercia Police/Divulgação)
O inglês David Venables, 89, foi condenado à prisão perpétua por matar sua mulher, Brenda Venables. (Foto: West Mercia Police/Divulgação)
  • Crime ocorreu em 1982

  • Homem escondeu corpo em fossa séptica por 40 anos

  • Corpo foi encontrado durante reforma por novos proprietários

Um inglês foi condenado à prisão perpétua por assassinar a esposa e esconder seu corpo por 37 anos. O crime ocorreu em uma fazenda, onde o casal vivia, na cidade de Kempsey, em Worcestershire, no ano de 1982.

David Venables, hoje com 89 anos, matou sua mulher, Brenda Venables, para poder ficar com sua amante da época, Lorraine Styles. Ele então jogou o corpo da esposa em uma fossa séptica subterrânea da propriedade, onde viviam desde 1960.

Após o crime, o marido fez o papel do viúvo em luto. Na época, ele chegou a afirmar a um jornal local que a esposa poderia ter se matado, pois sofria com depressão, que teria começado após um surto de gripe na cidade.

No entanto, a depressão de Brenda era causada pelos múltiplos relacionamentos extraconjugais do marido. Além disso, ela não conseguia ter filhos, segundo a promotoria do caso.

Para acobertar seu crime, David também sugeriu que a mulher foi vítima do serial killer Fred West e que ela teria fugido com outro homem.

O corpo da vítima foi encontrado na fazenda quase quatro décadas depois. A propriedade havia sido vendida ao sobrinho de David, em 2014, e, durante um serviço de manutenção, em 2019, trabalhadores encontraram o corpo.

“E por quase 40 anos, foi o lugar perfeito e ele quase escapou”, disse a promotoria.

Após localizarem o corpo, os trabalhadores chamaram a polícia e David foi preso. Ainda assim, ele sustentava que a mulher teria se matado.

Ele acabou condenado à prisão perpétua na sexta-feira passada (15), por um júri do Worcester Crown Court, composto por sete mulheres e cinco homens. Ele foi considerado culpado por dez votos a dois, após um mês de julgamento.

Em comunicado, familiares afirmaram estarem aliviados. “Estamos aliviados que hoje, após uma espera de 40 anos, finalmente haja justiça para Brenda.”

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