Injúria racial: homem se recusa a ser abordado por PM negro e é preso em Brasília

Imagens de câmera de segurança mostram suspeito de injúria racial importunando clientes em bar. (Foto: Reprodução)
Imagens de câmera de segurança mostram suspeito de injúria racial importunando clientes em bar. (Foto: Reprodução)
  • Caso ocorreu em bar na orla do Lago Paranoá

  • Policiais foram acionados após suspeito importunar mulheres e furtar celulares

  • 'Ele disse que não aceitaria ser revistado por policial preto'

Suspeito de injúria racial contra um policial militar, um homem, de 26 anos, foi preso no último sábado (9) no Distrito Federal. O homem teria negado a abordagem do PM, após ter sido flagrado cometendo outros delitos.

O suspeito foi detido em um bar no Setor de Hotéis e Turismo Norte, na orla do Lago Paranoá. No local, ele chegou a importunar mulheres e ser repreendido, momento que foi registrado por câmeras de segurança.

Além de injúria racial, o suspeito foi autuado por porte de substância entorpecente para consumo pessoal, furtos diversos, ato obsceno e desacato. As informações são do portal G1.

Em depoimento, testemunhas afirmaram que o jovem chegou ao bar buscando um conhecido. Depois, ele "ficou perambulando pelo local, inclusive entrando em embarcações alheias, e foi visto furtando bebida de uma delas". Ele também foi visto furtando o celular de um funcionário que estava conectado à tomada.

Além disso, ele teria importunado os clientes várias vezes, "inclusive se exibindo de forma obscena", de acordo com a Polícia Civil.

Abordagem policial

Os militares foram chamados pelos seguranças do estabelecimento. Eles afirmaram que o homem estava alterado e que havia furtado celulares, importunado mulheres e usado drogas.

Os agentes encontraram o suspeito caído e ferido na parte de fora do bar, depois de ser agredido por clientes do local, segundo a corporação.

No momento da abordagem, o 2º sargento Shemeorerk Apoliano mandou o jovem se levantar para passar por uma revista. O suspeito então reagiu com agressividade.

"Ele disse que não era preto para ser abordado e que também não aceitaria ser revistado por policial preto. Imediatamente demos voz de prisão. Entre as ofensas que ele proferiu, ele disse que a gente não sabia com quem estávamos falando, que ele já tinha estudado na Espanha e falava três idiomas", relatou Shemeorerk.

O suspeito em seguida foi levado ao Hospital de Base do Distrito Federal, por estar ferido, onde novamente ameaçou funcionários e militares. Depois do atendimento médico, foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.

Qual a diferença entre racismo e injúria racial?

O crime de injúria racial está previsto no artigo 140, 3º parágrafo do Código Penal e prevê de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. Segundo o regulamento, injuriar corresponde a ofender alguém por conta de sua cor, etnia, religião, origem ou raça.

Já o racismo, previsto na Lei 7.716/1989, acontece quando um indivíduo agride uma pessoa ou coletivo, discriminando-os por conta de sua etnia. Sendo assim, o racismo dirige-se a um grupo completo de pessoas e englobam infrações mais amplas. Como exemplos pode-se citar o impedimento ao acesso às entradas sociais em edifícios, negar ou impedir que o indivíduo em questão consiga emprego etc.

Como posso denunciar estes crimes?

Para se proteger deste tipo de violência, a vítima pode denunciar presencialmente ou online.

Caso o crime esteja acontecendo em tempo real, o indivíduo pode chamar a polícia pelo 190. A entidade pode conter a agressão, e até mesmo levar o criminoso preso em flagrante.

Se o crime já tiver acontecido, vale procurar o posto policial mais próximo para registrar um boletim de ocorrência com o máximo de detalhes possíveis. Vale fornecer também nomes e contatos de quem testemunhou o acontecido.

Pela Internet

A vítima também pode denunciar os crimes de injúria racial e racismo por meio do site da Secretaria da Justiça e Cidadania, pelo Portal SP156 e pelo Safernet.

Por telefone

Já pelo telefone, é possível denunciar as infrações pelo Disque Direitos Humanos. Para isso, basta teclar o número 100.

Quem reside na cidade de São Paulo também pode apresentar a queixa pela Central 156.

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