Inquilinos terão que pagar conta de luz ao alugarem Airbnb

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Logo do Airbnb em fundo repleto de moedas
Dono de imóvel têm aplicado taxa de R$ 30,00 ao notar aumento de 80% em conta de luz
(Nikolas Kokovlis/NurPhoto via Getty Images)
  • Nova bandeira de escassez hídrica têm feito com que contas de luz aumentem drasticamente

  • Para aliviar os gastos, proprietários de imóveis têm cobrado taxas extras aos inquilinos que alugam Airbnb

  • Segundo advogada, prática não é abusiva e deve ser combinada antes do fechamento do contrato

Os proprietários de imóveis alugados têm sentido pesar no bolso o aumento na conta de luz. Devido à falta de chuvas, o governo federal anunciou a implementação da bandeira de escassez hídrica, que eleva a cobrança para R$ 14,20 a cada 100 kWh. Para aliviar o preço e manter os lucros, os locatários têm recorrido a diferentes saídas.

Em entrevista para o UOL, o dono de uma casa de luxo em uma praia paulista contou que estipulou uma taxa extra de R$ 30,00 após notar que a conta de energia elétrica havia subido 80%. Dependendo da situação, o valor é baseado no consumo do inquilino.

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"Como é praia, o pessoal dorme com ar condicionado ligado, liga a sauna, luz da piscina etc., e o aumento da conta de luz começou a corroer meu lucro. Agora, já coloquei a taxa lá para que os hóspedes ajudem a pagar esse reajuste", disse ao portal.

A proprietária de um imóvel em Minas Gerais também não conseguiu segurar os valores antigos. "No meu apartamento, no início do ano a conta mensal de luz era de uns R$ 130 por mês. Agora foi para cerca de R$ 170 por mês e, por isso, reajustei o valor das diárias", relatou.

Mas a dúvida que fica é: a prática é considerada abusiva? De acordo com Renata Abalém, advogada e presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-GO, a resposta é não.

“A partir do momento em que a informação é clara e tudo o que você precisa para alugar está bem informado, não é possível dizer que o fornecedor tenha sido desonesto ou esteja infringindo alguma regra", explicou.

Só é importante que tudo fique bem entendido por ambas as partes antes do fechamento do contrato, de modo que não haja brecha para que uma experiência que deveria ser positiva acabe em um tribunal de Justiça.

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