Insatisfação com Bolsonaro por causa de coronavírus também chega a militares

Maiá Menezes
(Foto: Getty Images)

A volta dos panelaços e o aumento das reações negativas ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais são evidências de que a imagem do presidente está fragilizada por causa da crise do coronavírus entre os que já o apoiaram. A fissura também chegou a um grupo com o qual o presidente sempre procurou mostrar aproximação e prestigiar: os militares.

O comportamento do presidente vem incomodando oficiais que atuam fora do governo desde o dia em que Bolsonaro decidiu sair do Alvorada e cumprimentar apoiadores que pariticiparam do protesto no domingo, sem qualquer proteção.

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A atitude se contrapunha às orientações do Ministério da Defesa, já replicadas nas três forças armadas, que impuseram home office, deram quarentena de 120 dias aos idosos e fecharam os clubes com atividades de lazer. Reuniões também passaram a ser em teleconferência.

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Em grupos fechados nas redes sociais, há registros de que muitos oficiais da ativa também bateram panelas. Há um desconforto em relação à demora do presidente se mostrar preocupado e com a provocação à China feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro. A reação dos chineses causou apreensão. E o alerta sobre o risco de um confronto diplomático e econômico com o país oriental está hoje na ordem do dia de debates entre os militares mais graduados.

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