Inscrições no Sisu começam na semana que vem; veja dicas para escolher o curso

Renato Grandelle
Estudante carrega prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Depois de conhecerem seus resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgados nesta sexta-feira, os candidatos entrarão em uma nova etapa em seu caminho para ingressar na universidade. É chegada a hora do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), onde poderão pleitear em qual curso e instituição desejam estudar.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 128 instituições oferecerão 237.128 vagas neste ano. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, por meio da página do Sisu, e ficarão abertas de 21 a 24 de janeiro. A classificação final será divulgada no dia 28.

O aluno que não zerou a redação do Enem poderá escolher até duas opções de vagas, em ordem de preferência, informando o curso, a instituição, o local de oferta e o turno desejados.

A cada dia do período de inscrição, o sistema se encerra e abre na manhã seguinte mostrando a classificação parcial dos candidatos aos cursos pretendidos, assim como a nota de corte — a menor necessária para que os estudantes fiquem entre os potencialmente selecionados. Esta nota é apenas uma referência para ajudar os alunos a mudar suas opções, caso julguem necessário.

Para, Vicente Delorme, diretor do planejamento do Colégio pH, o Sisu é um jogo de estratégia:

— Olhando a classificação parcial, o aluno deve, ao longo de quatro dias, definir quais vagas pode pleitear.

Delorme recomenda que os alunos analisem na internet como foram as edições anteriores do Sisu antes de escolherem seus cursos.

— Desta forma, é possível saber se as notas são semelhantes, assim como a quantidade de reclassificações realizadas até o preenchimento das vagas.

De acordo com Naun Faul, coordenador pedagógico do Colégio e Curso A e Z, muitos alunos colocam, como opção prioritária, um curso que consideram mais fácil, deixando em segundo plano aquele que realmente gostariam de fazer. Esta é, segundo ele, uma tática errada. Antes de tudo, devem pensar em sua vocação.

— Muitas vezes o aluno quer simplesmente ter a sensação de que passou para alguma coisa, então tenta ser pragmático e escolhe um curso que não tem vontade de fazer — explica. — Mas vale lembrar que, se o estudante passar por uma das duas opções, é obrigado a se matricular, senão perde a vaga. O que sugerimos, então, é que a primeira opção seja necessariamente de um curso que o candidato deseje mais do que a segunda alternativa.

Faul acrescenta que, além do desejo por um determinado curso, o candidato deve conhecer a viabilidade para conseguir uma vaga:

— Por isso é importante analisar as notas de corte das últimas edições do Sisu. Se o aluno está com uma média de 650, e a média anterior do mesmo curso foi em torno de 780, então ele está muito distante. A não ser que haja muitas reclassificações, é improvável que consiga uma vaga.

A lista de espera ocorre entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro. É uma etapa restrita a candidatos que não se classificaram nas duas opções. Neste momento, ele poderá escolher a lista de espera de um desses cursos. Ou seja, é como se ele precisasse "repetir" a inscrição, para que seja considerado nas reclassificações. Isso é necessário para evitar que muitas pessoas desinteressadas continuem na fila.