Insegurança alimentar aumenta receio de tumultos na África do Sul

O aumento do preço dos alimentos está a agravar a insegurança alimentar na África do Sul. A crise agita já entre a população o fantasma das insurreições de há um ano, numa altura em que, de acordo com a organização Food Foward SA, todos os meses, 30 milhões de pessoas têm dificuldade em aceder a produtos alimentares básicos.

Andy Du Plessis, diretor executivo da organização que trabalha com comunidades pobres do país, conta estar a "encontrar pessoas que se apresentam desnutridas".

Recordando um episódio do início do ano, no Cabo Oriental, em que "12 crianças morreram de fome" alerta para o perigo de "mais incidentes como este em todo o país. Estamos também a assistir a um aumento de crimes, oportunistas, mas também de crime organizado, como resultado".

Com a inflação em junho a atingir os valores mais altos dos últimos 13 anos, os consumidores sul-africanos vêm o preço do cabaz alimentar básico subir para valores incomportáveis. Quando comparado a 2021, só o óleo vegetal, um dos produtos mais afetados pelo impacto da guerra na Ucrânia, aumentou em 69%.

No terreno, os consumidores dizem que a carteira já não dá para os meios de subsistência.

Bonginkosi Zondo conta que "os preços dos alimentos dispararam tanto que não conseguimos acompanhar o ritmo. Mandamos os miúdos às compras e eles quando voltam dizem que os donos das lojas estão a cobrar mais".

Já Sipho Zungu afirma ser "realmente chocante a forma como a comida subiu. O que a tem agravado é a pandemia de covid-19. As pessoas perderam os empregos durante essa altura. Este clima económico atual é a principal razão dos tumultos je Julho em Durban. Precisamos de voltar a plantar a nossa própria comida"

O fraco crescimento económico e o desemprego, agravado sobretudo com a pandemia de covid-19, são, de acordo com as estatísticas nacionais, os principais obstáculos à segurança alimentar na África do Sul.

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