INSS pagou mais de 20 mil benefícios a segurados que já tinham morrido em 2019, aponta CGU

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Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) publicado neste mês de dezembro apontou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagou mensalmente em 2019 mais de 20 mil benefícios a pessoas que constavam como falecidas no Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi). Esses pagamentos indevidos teriam potencial para gerar um prejuízo de R$ 323 milhões ao ano à Previdência Social.

O levantamento foi feito através de um cruzamento de dados da folha de pagamento do INSS com o Sisobi, utilizando o CPF desses beneficiários.

Ainda de acordo com o relatório, o INSS informou que, dos 20.104 benefícios apontados pela CGU, 9.996 já haviam sido cessados, após o indicativo de óbito ter sido confirmado. Esses benefícios cancelados representavam um valor mensal de R$ 12,3 milhões.

"Os fatos descritos demonstram fragilidade no processo de manutenção de benefícios previdenciários, naquilo que diz respeito ao não cancelamento do benefício de segurados falecidos. Ressalta-se que tal fragilidade vem sendo apontada desde 2005 pela auditoria interna do INSS e por órgãos de controle", ressalta a CGU no estudo.