INSS terá robô para evitar fraudes em atestados médicos para antecipação de auxílio-doença

Antecipação do auxílio-doença poderá ser solicitada pelo Meu INSS

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Rolim, informou nesta terça-feira (dia 7), que os pedidos de auxílio-doença feitos durante a pandemia do novo coronavírus passarão pela análise de um robô, que buscará indícios de fraudes nos atestados médicos enviados para o aplicativo do Meu INSS. Em entrevista transmitida ao vivo pelo UOL, Rolim afirmou ainda que a antecipação do auxílio-doença, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, deverá estar disponível até o fim do dia no aplicativo.

— Vamos ter um robô antifraudes especificamente para o auxílio-doença, para verificar situações suspeitas. Por exemplo, um médico que reside em determinada cidade e deu vários atestados em outra cidade, vamos verificar. Ou se um médico de uma especialidade está dando atestados de doença que não é da especialidade dele. Isso não é proibido, mas é estranho. Ou ainda um CRM que concedeu mais atestados que o normal. Sendo constatada a fraude, o benefício será cancelado — explicou Rolim.

De acordo com a portaria publicada nesta terça-feira, o segurado que requerer o auxílio-doença enquanto perdurar o regime de plantão reduzido de atendimento nas agências da Previdência Social poderá enviar o atestado médico que comprove a impossibilidade para o trabalho por meio do site ou aplicativo do Meu INSS.

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O documento precisa estar legível e sem rasuras, conter a assinatura do médico e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe, além de conter a descrição da doença e o prazo sugerido para o afastamento.

Se o segurado cumprir as exigências para concessão do auxílio-doença, ele receberá o valor de um salário mínimo mensal (R$ 1.049), durante até três meses, como antecipação do benefício, já que as perícias médicas da Previdência foram suspensas em razão do coronavírus.

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