Instituição suíça de 685 anos pode finalmente admitir mulheres

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(Bloomberg) -- Uma guilda de Zurique fundada em 1336 com uma lista de integrantes que inclui membros da elite suíça está considerando a possibilidade de admitir mulheres.

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A Zunft zur Meisen, associação com um palácio barroco no coração do centro bancário da Suíça, pode decidir em sua reunião anual no próximo ano permitir que mulheres participem de seus eventos como convidadas, de acordo reportagem do Neue Zuercher Zeitung.

Um grupo de trabalho da maior guilda da cidade está examinando a opção de permitir que as mulheres se tornem membros em algum momento no futuro, informou o NZZ. Como outras guildas, o Zunft zur Meisen não publica uma lista de membros e seu site não diz quem é elegível para entrar.

Embora as 26 guildas de Zurique tenham perdido seu propósito original de representar comerciantes, elas ainda são populares como rede de contatos profissionais. A cada primavera, eles encenam um desfile que culmina em uma fogueira no lago da cidade.

A proibição de mulheres significava que muitas pessoas interessantes estavam sendo mantidas de fora, Konstantin von Schulthess -- um representante da Meisen e diretor financeiro da empresa de pesquisa de câncer CDR-Life -- disse ao NZZ. Os homens da instituição terão até janeiro para enviar seus comentários.

A Zunft zur Meisen não quis comentar quando contatada pela Bloomberg nesta quinta-feira.

Quando se trata do papel das mulheres na vida pública, a Suíça costuma ficar atrás de seus vizinhos europeus. Em nível nacional, as mulheres não obtiveram o direito de voto até 1971 e a primeira mulher a fazer parte do comitê do banco central foi nomeada apenas em 2015.

A exclusão de mulheres de guildas é polêmica entre os suíços. Um artigo de opinião publicado no jornal Tages-Anzeiger nesta quinta-feira disse que a regra de excluir mulheres não estava de acordo com os tempos atuais.

“Parece estranho quando colunas de homens desfilam pelas ruas de uma cidade globalizada no século 21 e mulheres jogam flores neles”, diz. “Ao insistir em continuar sem mulheres, as guildas estão se retirando da realidade social.”

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