Instituto do Leite Materno: 1º centro especializado do mundo irá testar o uso do líquido em doenças

A Califórnia inaugurou o primeiro instituto de leite materno do mundo. O novo centro reúne diversos laboratórios da Universidade da Califórnia, em San Diego, que estudam a natureza, a biologia e o potencial terapêutico do leite humano.

Sexo em baixa, conflitos em alta e carreira sob análise: como as eleições agravam a saúde mental de pacientes

Creatina: Do aumento da massa muscular ao estímulo da memória, como age o suplemento no organismo

Pesquisas anteriores já apontam uma série de benefícios do alimento para o bebê, como por exemplo, o fortalecimento do cérebro e dos ossos do recém-nascido. O leite materno fornece nutrição crucial para bebês com uma mistura quase perfeita de vitaminas, proteínas e gorduras que estimula o sistema imunológico dos bebês a combater infecções. Agora, os cientistas esperam explorar o alimento e ver se ele pode tratar doenças crônicas em adultos, incluindo doenças cardíacas, diabetes e câncer de mama.

“Médicos e cientistas da universidade e de outros lugares vêm fazendo esse trabalho há algum tempo, mas em grande parte isolados em seus respectivos campos de interesse. Agora com o centro, temos a oportunidade de aprender, coordenar e interagir em um único lugar, e sermos capazes de falar a uma só voz”, disse Lars Bode, diretor de financiamento do Instituto.

O instituto também inclui programas comunitários e de educação, bem como um banco de doação de leite, onde mães doadoras podem deixar o leite materno para ser pasteurizado e analisado quanto a possíveis contaminantes, bem como nutrientes. As taxas de amamentação variam de acordo com o estado, mas são geralmente altas.

Inédito: Vírus híbrido, formado pelo agente influenza e sincicial respiratório, é detectado pela primeira vez no mundo

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que, dos bebês nascidos em 2019, 83% foram amamentados em alguma parte de suas primeiras vidas. Quase 56% estavam sendo amamentados aos seis meses, a quantidade de tempo em que a amamentação é recomendada.

A inauguração do instituto vem decorrente de uma escassez na amamentação infantil de bebês de até um ano que os Estados Unidos vêm enfrentando. Muitas mães, que procuravam alimento para seus filhos, receberam ataques online por não amamentar de forma natural seus bebês.

Mesmo sendo claro que existem inúmeras razões pelas quais a amamentação pode não ser possível para algumas mulheres. Distúrbios de saúde, síndrome dos ovários, mulheres com tecido glandular insuficiente, são alguns exemplos.

Calvície: Cientistas japoneses criam com sucesso técnica inédita que estimula o crescimento de cabelo; entenda

“Trabalharemos para acabar com as críticas e preconceitos, bem como responder perguntas críticas e que salvam vidas, como ‘os componentes do leite humano podem ser desenvolvidos em terapias naturais ou servir como diagnósticos não invasivos?’. Nossas descobertas também podem ajudar a reduzir o risco de ataque cardíaco e derrame em adultos”, afirmou o professor Bode.