Instituto Niemeyer critica obra da prefeitura de Caxias no Teatro Raul Cortez e desmente versão da prefeitura sobre autorização

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Em uma nota assinada pelo presidente do Instituto Niemeyer, o bisneto do arquiteto, Paulo Sérgio Niemeyer, condena a intervenção da prefeitura de Duque de Caxias na obra que ele assina junto com o bisavô e contradiz versão da prefeitura de que houve autorização.

"Fomos surpreendidos com a triste notícia de que o teatro Raul Cortez estava recebendo uma obra que, além de descaracterizar sua fachada de forma inconcebível ao projeto original de Oscar Niemeyer, teria recebido a intervenção com motivação que fere o princípio de humanismo defendido pelo grande arquiteto e fundador deste Intituto", diz trecho da nota.

O Instituto diz ainda que "uma intervenção neste sentido jamais contaria com a anuência do arquiteto Paulo Sérgio Niemeyer. Nosso presidente não teve sequer conhecimento de que um "muro" seria erguido para apartar a população em situação de rua", e segue: "Após minuciosa pesquisa, não encontramos qualquer documento que respalde a nota oficial da prefeitura que alega contar com autorização para a realização da obra. Portanto, afirmamos categoricamente que não há aprovação por parte da família, do escritório e muito menos do Instituto Niemeyer ou de seu presidente para que a gestão local interfira na obra de Oscar Niemeyer".

Em uma nota divulgada na semana passada, a prefeitura de Caxias disse que a obra fazia parte de um projeto de reforma do teatro e que "todos os procedimentos legais junto ao escritório do arquiteto Oscar Niemeyer foram cumpridos, por exigência da Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação dos recursos".

O teatro Raul Cortez faz parte do Centro Cultural que leva o nome do arquiteto na Praça do Pacificador e também inclui a Biblioteca Pública Leonel de Moura Brizola. O local tem sido usado como abrigo por pessoas em situação de rua. Movimentos sociais e pessoas que viviam sob a marquise do teatro criticaram a ação da prefeitura.

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