Instrutor de tiro de Jair Renan Bolsonaro é solto pela Justiça do DF

Empresário foi preso na quinta-feira (5) e é apontado por posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo

Empresário é amigo de Jair Renan Bolsonaro (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Empresário é amigo de Jair Renan Bolsonaro (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
  • Justiça liberou instrutor de tiro de Jair Renan para responder a processo em liberdade provisória;

  • Empresário e digital influencer foi preso sob acusação de portar e vender ilegalmente armas e munições;

  • Além das acusações atuais, Maciel Carvalho já tinha passagens pela polícia por diversos crimes.

Foi liberado nesta sexta-feira (9) o influenciador digital, empresário e instrutor de tiro Maciel Carvalho, de 41 anos, que é acusado de posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo. A informação é do portal g1.

Ele havia sido preso na quinta (5), mas o Núcleo de Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu liberá-lo para responder ao processo em liberdade.

Carvalho é instrutor no clube onde o filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Renan Bolsonaro, costuma treinar. Os dois aparecem juntos em diversos registros publicados nas redes sociais.

Segundo o juiz responsável pela audiência, o empresário possui os requisitos necessários para responder ao processo em liberdade provisória, cumprindo medidas cautelares de direito.

Maciel foi preso no município de Águas Claras (MS). Ele tem 426 mil seguidores nas redes sociais e é suspeito de vender ilegalmente armas de fogo, além de forjar documentos para ter registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

17 armas apreendidas

O empresário foi alvo da operação “Falso Coach”, deflagrada pela Polícia Civil. Além da casa onde Maciel foi preso, os agentes também foram a outros dois endereços comerciais onde, de acordo com a polícia, ocorria o comércio irregular de armas, munições e acessórios.

Em posse dele, foram apreendidas 15 pistolas 9mm e 2 rifles calibre 22, avaliados em cerca de R$ 75 mil. Além de mais 200 munições, aparelhos celulares, computadores e documentos diversos.

Segundo a investigação, ele utilizava CPFs falsos para ocultar antecedentes criminais, pois já tinha passagens pelos crimes de: falsificação de Documentos; estelionato; organização criminosa; peculato; lavagem de dinheiro; corrupção ativa; uso de documento falso; e disparo de arma de fogo.