Macron defende que intervenção na Síria ocorreu "dentro de marco legítimo"

Estrasburgo (França), 17 abr (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta terça-feira que a intervenção na Síria aconteceu dentro de um "marco legítimo" e que não teve nada a ver com ações anteriores em países como Iraque e Líbia.

"(Bashar al) Assad está em guerra com o seu povo. Tínhamos o dever de intervir para defender nossos valores. Além disso, as resoluções das Nações Unidas previam o uso da força e (o presidente russo, Vlamidir) Putin disse há um ano em Paris que estava de acordo", afirmou Macron em um discurso no plenário do Parlamento Europeu.

"No contexto concreto de luta contra o terrorismo, três países tiveram que intervir e honrar a comunidade internacional. Fizemos isso dentro de um marco legítimo e multilateral e sem vítimas civis", defendeu Macron sobre a intervenção contra o uso de armas químicas feita por França, Reino Unido e Estados Unidos.

Diante das críticas de alguns eurodeputados da esquerda e eurocéticos de que teria intervindo na Síria como ocorreu no passado em países como Iraque e Líbia, o presidente francês quis diferenciar claramente essas ações.

"Esta intervenção da França e outros não tem nada a ver com o Iraque e a Líbia. Não tem nada a ver porque não declaramos guerra à Síria", disse Macron, que acrescentou que é Assad quem está fazendo a guerra "contra o seu próprio povo".

Macron afirmou que seguirá trabalhando pela paz na Síria e que, para isso, o próximo passo é que se estabeleça no Conselho de Segurança das Nações Unidas um marco de proibição de armas químicas e sejam criados corredores humanitários no país.

"O objetivo de todos deve ser a reconstrução da Síria. Não se pode deixar a população nas mãos de Assad e de seus aliados, que estão fazendo o trabalho sujo", acrescentou o presidente francês aos eurodeputados. EFE