Integrante da comissão de carnaval da Beija-Flor assassinado na Baixada é enterrado

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Assassinado com golpes de faca dentro da casa onde morava, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, o integrante da comissão de carnaval da Beija-Flor, Hugo Leonardo Ribeiro de Oliveira, de 40 anos, foi sepultado nesta quinta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita. Pelo menos 300 pessoas acompanharam o enterro, que foi marcado por uma batida fúnebre de surdo tocado por um integrante de escola. Passistas e representantes das alas de harmonia e evolução também estiveram presentes.

Ligado a Beija-Flor, onde foi diretor e vice-presidente de eventos, e amigo particular de Léo Mídia, Antônio Carlos Costa secretário, secretário de cultura de Nilópolis, disse que a sociedade vai exigir que o culpado pelo crime pague na justiça pelo que fez.

- Conheci o Léo desde pequeno. A avô dele, a dona Edith era da ala das baianas e, por vezes, ele nos acompavava. Vamos exigir explicações e acompanhar o caso para que a pessoa que fez isto pague na justiça pelo que fez. O Léo era múltiplo. Que os orixás possam recebê-lo no paraíso - disse antes de puxar a música Deusa da Passarela, que foi cantada pouco antes do enterro em homenagem ao carnavalesco morto.

Imagens de câmeras de segurança mostram um suspeito saindo da casa do carnavalesco às 2h52 desta quarta-feira, após entrar na residência 12 minutos antes. O caso está sendo investigado por agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Antes de deixar o local, o criminoso roubou todo salário que o sambista havia recebido no dia anterior (mais de R$ 2 mil). O bandido também levou um telefone celular da vítima.

De acordo com parentes da vítima, o homem também revirou a casa onde o crime aconteceu, deixando o local completamente desarrumado.

Um familiar do carnavalesco disse, nesta quarta-feira, que a vítima mantinha um relacionamento com um homem que pode ser o mesmo que aparece nas imagens. Ele, no entanto, não conhece o suspeito.

— A gente acha que pode ser esta mesma pessoa, mas não tem certeza. Ele se relacionava com este rapaz há uns dois anos, mas nunca nos apresentou a ele. A gente não o conhece. O que sabemos é que ele vivia pegando dinheiro com o Léo — disse o parente, que pediu para não ser identificado.

Hugo Leonardo é descrito por amigos como uma promessa do samba, versátil e que nasceu e cresceu na Beija-Flor. Léo começou na Azul e Branca de Nilópolis desfilando na ala mirim. Mais tarde, trabalhou fazendo fantasias, foi aderecista e, atualmente, integrava a comissão de carnaval da agremiação.

Um dia antes de morrer, Léo Mídia conversou com Almir Reis, presidente da escola, e fez agradecimentos à direção da Beija-Flor.

— Parecia até uma despedida. Ele agradeceu a mim, ao Anísio (Abrahão David, presidente de honra) e ao Gabriel (David, filho de Anísio e diretor da Liga das Escolas de Samba) por tudo que a escola vinha fazendo por ele. Ainda brinquei e falei: "Deixa disso". O Léo nasceu e cresceu aqui. Fez um pouco de tudo. Atualmente, estava atuando comigo na administração do barracão da escola. Ele dizia que o sonho dele era um dia ser o principal carnavalesco da escola. Foi uma perda irreparável. O Léo Mídia era versátil, fazia de tudo na escola. Na terça-feira, me deu um presente. Chegou perto de mim e entregou uma bola de Natal com minha foto. Disse que era uma lembrança pra mim. Vai fazer muita falta. Era uma pessoa com um coração imenso — disse Almir Reis.

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