Integrante do PCC suspeito de mandar matar duas mulheres foi caçado por polícia e por tribunal do crime

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As vítimas Julia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina Pinto Menezes. Foto: Reprodução/Facebook
As vítimas Julia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina Pinto Menezes. Foto: Reprodução/Facebook
  • Homem foi morto pelo PCC por ordenar assassinato sem autorização

  • Ele atuava no setor financeiro da organização criminosa

  • Polícia investiga atuação de Tobé nos crimes

Gilberto Flares Lopes Pontes, de 39 anos, o Tobé, era procurado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) quando foi assassinado pelo "tribunal do crime" do PCC (Primeiro Comando da Capital) por ter desviado dinheiro da facção criminosa. Ele era investigado como suspeito de ser o mandante das mortes de duas garotas na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Segundo a investigação policial, ele teria sido assassinato por mandar matar as vítimas sem autorização da organização criminosa.

Tobé foi encontrado morto na última sexta-feira (27) em um cemitério clandestino em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O grupo também assassinou, junto com ele, Daniel da Costa Lopes, o Professor. Ambos os corpos estavam amarrados e cobertos por uma manta.

Em dezembro de 2020, a 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital emitiu um mandado de prisão preventiva contra Tobé.

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No PCC, era um integrante graduado do setor financeiro, responsável pela movimentação de R$ 1,2 bilhão para o grupo entre janeiro de 2018 e julho de 2019.

Por mandar matar Julia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina Pinto Menezes, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão contra ele, a pedido da DHPP. Em um dos mandados cumpridos em uma chácara de Tobé, policiais do DHPP apreenderam 50 kg de cocaína.

Elas estavam desaparecidas desde 3 de junho deste ano, quando foram a uma festa na casa noturna Paraíso da Laje, em Paraisópolis. Seus corpos foram localizados no dia 16 de junho em um trecho do Rodoanel, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Tribunal do crime

De acordo com os policiais civis, Tobé "foi julgado simultaneamente em dois júris no tribunal do crime do PCC".

Primeiro, foi condenado à morte pela acusação de ter desviado dinheiro da facção. Segundo, por ter mandado matar, sem autorização, as duas moças em Paraisópolis. Sua situação ficoumais complicada com o grupo quando policiais civis e militares passaram a fazer incursões em Paraisópolis para procurar por Renata e Cláudia, o que gerou prejuízos ao PCC.

De acordo com o delegado Fábio Pinheiro Lopes, havia um "salve” (recado) do PCC para matá-lo, justamente pelo desvio de dinheiro e por ter mandado matar as garotas sem ordem da alta cúpula da facção.

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