Integrante de mandato coletivo do PSOL afirma ter sofrido atentado a tiros em SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Carolina Iara (Psol), integrante de mandato coletivo do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo, afirmou que sua casa, na região de Itaquera (zona leste de São Paulo), foi alvo de ao menos dois tiros, entre às 2h07 e 2h10 desta quarta-feira (27), quando ela se preparava para dormir. Nenhum suspeito havia sido identificado até a publicação desta reportagem. A covereadora integra a Bancada Feminista, composta por seis pessoas, eleita em novembro do ano passado, a partir dos 46.267 votos recebidos por Silvia Andrea Ferraro, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Dois candidatos a prefeito, no litoral e no interior paulista, além de um candidato a vereador da Grande São Paulo também foram vítimas de atentados a tiros, durante suas campanhas em novembro do ano passado. Carolina foi prestar depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoas), por volta das 15h30 desta quarta. Ela entregou à polícia imagens de câmeras de monitoramento que mostram um carro branco, que teria sido usado pelos suspeitos. Segundo as imagens, um veículo branco chega em frente à casa da de Carolina, às 2h07. Cerca de três minutos depois, é possível ver pés caminhando com pressa até o veículo, que é manobrado e sai do local. Carolina Colto, chefe de gabinete da Bancada Feminista, afirmou que a mãe da covereadora ouviu sons semelhantes ao de tiros, no mesmo horário em que o carro branco foi flagrado pelas câmeras de monitoramento. Com base nisso, a polícia afirma que irá analisar as imagens para localizar o veículo e os suspeitos. A chefe de gabinete disse ainda que Carolina Iara, apesar de ser ofendida em redes sociais, não recebeu ameaças de morte. As ofensas, segundo a chefe de gabinete, são provenientes de pessoas que não aceitam o fato de ela ser representante do seguimento LGBTI+. Carolina Iara é mulher trans. "Entendemos que ela incomoda muita gente", disse. Apesar de a mãe da vereadora ter ouvido os tiros por volta das 2h, somente pela manhã foi possível constatar que um dos disparos atingiu uma parede, perto da cozinha da residência, e o outro, um muro. Ao verificar os tiros, Carolina acionou seus advogados que a orientaram a registrar o caso no DHPP. "Não sabemos o motivo para isso acontecer. Exigimos que a polícia investigue, pois isso é muito grave, pois precisamos entender a motivação deste crime", acrescentou a chefe de gabinete.