Integrantes da CPI da Covid erram nome de Emanuela, diretora da Precisa, e filme pornô 'Emmanuelle' vira meme

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As redes sociais não perdoam. Cancelam e endeusam personagens com a velocidade de 271 átomos. Entre o céu e o inferno da fama, tudo vira meme. A CPI da Covid-19 que o diga. Acompanhada como a um reality show ou uma novela, passou a mobilizar também o meio digital. A cada dia, um capítulo domina a lista dos temas mais populares no Twitter. O desta quarta-feira gira em torno de Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos, que intermediou a venda da vacina indiana Covaxin, cujo contrato de R$ 1,6 bilhão com o governo federal para aquisição do imunizante é alvo de inquérito na Polícia Federal e também do Ministério Público Federal (MPF).

Emanuela inspirou memes por duas situações. A primeira aconteceu após sua declaração de querer colaborar com a Comissão Parlamentar de Inquérito, mas estar "exausta" - ela fez uso do habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para não responder às perguntas dos senadores, durante depoimento nesta terça-feira. Foi o suficiente para ela virar "estado de espírito" nas redes: "Hoje estou Emanuela: exausta", disse um internauta. Ela também foi comparada à apresentadora Luciana Gimenez, que costuma tuítar sempre sobre sua exaustão nas redes e já até fez surgir o perfil Luciana Gimenez Exausta.

A segunda situação virou piada inerente à vontade de Emanuela e teve como maiores alvos os integrantes da CPI. Diante do constante erro dos senadores com o nome da "depoente Emanuelle", os memes ressuscitaram o filme "Emmanuelle", sequência pornô estrelada por Sylvia Kristel nos anos 1970. O filme da série, de 1074, foi baseado no romance homônimo de Emmanuelle Arsan, alcançou 3 milhões de espectadores nas salas de cinema e acabou derivando em seis longas.

"Vão passar um filme do Cine Privê. Aguarde", tuitou um internauta após a senadora Eliziane Game postar: "A sessão da CPI será retomada mais tarde com a diretora da Precisa Emanuelle". "Emanuelle, Mia Khalifa... Essa CPI...", disse outro, fazendo referência a mais um personagem que ganhou fama nas sessões de depoimentos, a ex-atriz pornô Mia Khalifa.

No enredo paralelo (e quase surreal) da investigação sobre desvios de dinheiro federal e atrasos na compra de vacinas, o nome de Mia surgiu dpois de uma intervenção do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) durante o depoimento da secretária de Gestão, Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina. Também defensor do uso da hidroxicloroquina e de outros medicamentos ineficazes contra a Covid-19, Heinze disse que um estudo publicado pela revista The Lancet que associava o uso da droga a uma maior mortalidade de pacientes com coronavírus é "fraudulento" e que foi feito por uma empresa cuja gerente é uma "atriz pornô".

Nas redes sociais, o público da CPI fez uma ligação entre a fala de Heinze e uma fake news que circulou entre bolsonaristas recentemente. No texto falso, uma foto da ex-atriz pornô é creditada como se fosse de uma médica infectologista brasileira chamada Marcela Pereira e que estaria "conduzindo um estudo em larga escala do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 com resultados muito animadores", o que é mentira.

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