Intel usa visão computacional para ajudar a salvar pinguins da extinção

Nathan Vieira

Segundo um estudo de 2019 da Pesquisa Antártica Britânica, a população de pinguins-imperadores da Antártica sofreu problemas de reprodução climáticos tão graves que corre o risco de desaparecer até o ano 2100. Tendo isso em mente, um grupo de empresas de tecnologia liderado pela Intel desenvolveu uma solução de visão computacional para ajudar os ecologistas a contar os pinguins restantes com mais rapidez e precisão do que antes.

Trata-se do AI Builders da Intel, um ecossistema com curadoria de fornecedores de software da empresa, junto com a iniciativa AI for Earth da Microsoft e a consultoria de ciência de dados Gramener. A consultoria colheu fotos das colônias de pinguins da Antártica no Penguin Watch Project (Universidade de Oxford) e alimentou dados por meio um tipo de modelo de IA que costuma ser aplicado à análise de imagens visuais.

Intel lidera grupo de empresas que usam visão computacional para ajudar a salvar pinguins da extinção

Os processadores escaláveis ​​Intel Xeon foram usados ​​para treinar o modelo em um ambiente virtual na plataforma em nuvem Azure da Microsoft, que foi comparada usando o Optimization for PyTorch da Intel. A partir desse exercício e outras ferramentas e bibliotecas de código aberto, a Gramener diz que conseguiu reduzir o tempo de treinamento de dias para horas. “Enfrentamos vários desafios. Quase 70% das imagens eram inutilizáveis, pois a iluminação não era boa ou estava encoberta e os pinguins não estavam visíveis”, conta a cientista de dados Soumya Ranjan Mohanty. "É fácil para o olho humano perceber, mas difícil para um algoritmo".

Gamener está longe de ser o primeiro a aplicar a IA a esses tipos de problemas. A DeepMind, no ano passado, detalhou uma pesquisa ecológica que sua equipe científica está realizando para desenvolver sistemas de IA que ajudarão a estudar o comportamento de espécies animais no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia. Por sua vez, a Microsoft destacou recentemente uma startup norte-americana chamada Conservation Metrics, que está alavancando o learning machine para rastrear elefantes africanos, semelhante a um esforço separado de uma equipe independente de pesquisadores para desenvolver um algoritmo que pode identificar, descrever e contar animais selvagens com 96,6% de precisão. O sistema TrailGuard AI da Intel evita a caça furtiva ao detectar movimento com câmeras usando um algoritmo de IA no dispositivo.

Fonte: Canaltech

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