Interesse por corrupção na Petrobras cresce com debate, mas cai horas depois

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) avalie como positivo o pico de buscas sobre "corrupção na Petrobras" na noite deste domingo (28), durante o debate presidencial, o interesse pelo assunto não se manteve e caiu na manhã desta segunda-feira (29).

Apesar das derrapadas e do tom agressivo que adotou com a jornalista Vera Magalhães e com a candidata Simone Tebet (MDB-MS), auxiliares do presidente comemoravam ter impactado o eleitor sobre os escândalos nos governos petistas.

Dados do Google Trends levantados por auxiliares do presidente mostram que houve um pico de buscas na plataforma sobre o termo "corrupção na Petrobras" às 21h56 deste domingo (28) e, posteriormente, às 22h44.

Como pesquisas relacionadas aparecem os termos "crimes do PT", "roubos do PT lista" e "escândalos PT".

Na manhã desta segunda, no entanto, o interesse não se repetiu e o momento com mais procura sobre o assunto foi às 7h24 e, ainda assim, 6% do verificado na noite de domingo.

Uma das estratégias da campanha do presidente é aumentar a rejeição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao associá-lo a escândalos de corrupção. A meta é recuperar o voto do que eles chamam de "bolsonarista arrependido", que votou nele em 2018 para não eleger o petista.

Há uma avaliação de que sobretudo o eleitorado jovem, que tem alta rejeição a Bolsonaro, não viveu o período do mandato de Lula e pode reconsiderar o presidente caso seja informado sobre os episódios.

Pesquisas mostram, no entanto, que o fator determinante dessas eleições deve ser a economia. Em pesquisa Datafolha divulgada em março, corrupção foi apontada como preocupação por apenas 5% dos eleitores. Já economia foi o segundo tema mais citado, por 15% dos entrevistados, seguida por desemprego (12%) e inflação (10%).