Interlocutores desqualificam áudio em que Ribeiro diz ter sido avisado sobre operação

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Nesta foto de arquivo tirada em 4 de fevereiro de 2022, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (E) e seu ministro da Educação Milton Ribeiro gesticulam durante uma cerimônia em que os salários dos professores do ensino fundamental foram aumentados, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: AFP)
Nesta foto de arquivo tirada em 4 de fevereiro de 2022, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (E) e seu ministro da Educação Milton Ribeiro gesticulam durante uma cerimônia em que os salários dos professores do ensino fundamental foram aumentados, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: AFP)

Aliados de Jair Bolsonaro (PL), ouvidos em condição de anonimato pela jornalista Andréia Sadi, do G1, desconversam sobre a “intuição” que o presidente teria tido ao avisar no dia 9 de junho o ex-ministro Milton Ribeiro sobre uma possível operação contra ele. O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, acabou sendo preso na Operação Acesso Pago da Polícia Federal no dia 22 de junho.

A estratégia do Palácio do Planalto é tratar a divulgação do áudio do presidente como uma retaliação feita por parte da corporação da PF, que está insatisfeita por não terem conseguido aumento salarial. O governo recuou na promessa de conseguir um reajuste à categoria, que é uma das principais bases de apoio de Bolsonaro.

No áudio divulgado, o ex-ministro conversa com a filha e diz que recebeu uma ligação de Jair Bolsonaro, no dia 9 de junho, em que o presidente dizia ter um "pressentimento" de que "eles podem querer atingi-lo através de mim".

No diálogo com a filha, Milton afirma ainda que Bolsonaro lhe disse que "acha que vão fazer uma busca e apreensão".

Esses aliados não negam que a ligação de Bolsonaro para Milton tenha tenha ocorrido. Dizem apenas que o presidente conversa com todos os ex-ministros – com exceção de Abraham Weintraub, que também foi ministro da Educação.

O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wasseff, declarou ao G1, que foi autorizado pelo presidente a dizer à imprensa que ele "não interferiu na PF" e que não tem "nada a ver com essas gravações".

Escândalo

Nesta semana, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso – e depois solto – numa operação da Polícia Federal que investiga o favorecimento de pastores na distribuição de verbas do ministério.

O escândalo ficou conhecido depois de uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo, em março, que indicou a existência de um "gabinete paralelo" dentro MEC. O grupo era formado por pastores que controlavam a agenda do Ministério e até a destinação dos recursos públicos da pasta, em reuniões fechadas. A defesa de Ribeiro nega irregularidades.

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