Internações hospitalares por covid na França superam as da primeira onda

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O presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, em 29 de outubro de 2020
O presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, em 29 de outubro de 2020

As internações por coronavírus na França já excedem as da primeira onda, com mais de 32.000 pacientes atualmente em hospitais, anunciou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, nesta quinta-feira. 

"Nos últimos dias, registramos uma hospitalização a cada 30 segundos e uma admissão à terapia intensiva a cada 3 minutos", disse o primeiro-ministro francês em entrevista coletiva.

No total, 4.803 pessoas estão atualmente em terapia intensiva em toda a França, o que corresponde a 95% das capacidades totais. 

Diante desta situação de saúde, "seria irresponsável suspender ou mesmo flexibilizar o dispositivo de confinamento", disse o primeiro-ministro, que enfrenta a indignação de comerciantes que exigem um relaxamento das medidas em vigor. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, decretou um novo confinamento a nível nacional no dia 30 de outubro, o que obriga ao fechamento de negócios considerados não essenciais. 

Atualmente, os franceses só podem sair de casa para trabalhar, quando não podem fazer isso de casa, ir a uma consulta médica, ajudar um parente, fazer compras essenciais ou sair rapidamente para fazer exercícios ou dar um passeio perto de casa. 

Segundo Jean Castex, o fechamento de todas as lojas não essenciais (livrarias, lojas de roupa, floriculturas, cabeleireiros, etc) e a diminuição do número de viagens devido ao aumento do teletrabalho fez o número de contaminações cair em 16% nesta semana. 

Mas o primeiro-ministro pediu "prudência" porque "essa tendência é recente e frágil". 

Um "relaxamento" do confinamento poderia ser cogitado no dia 1º de dezembro, caso se confirme uma queda na curva de contágio, disse o primeiro-ministro, mas excluiu que, bares, restaurantes ou academias reabram nessa data. 

A França acumula 42.000 mortes de covid-19 desde o início da epidemia em março.

meb/jz/cc