Internato de JFK e Ivanka Trump revela quatro décadas de abusos sexuais

(Arquivo) Ivanka Trump, em Washington DC, em 4 de abril de 2017

Um prestigiado internato dos Estados Unidos, em que estudaram personalidades como o ex-presidente John F. Kennedy, o ator Michael Douglas e Ivanka Trump, publicou um relatório detalhado sobre supostos abusos sexuais ocorridos durante mais de quatro décadas na instituição.

O colégio privado Choate Rosemary Hall em Wallingford (Connecticut, nordeste) -cuja matrícula custa atualmente 43.500 dólares- divulgou um extenso relatório sobre a suposta conduta sexual inapropriada de 12 ex-professores contra estudantes entre 1963 e 2010.

A escola fez uma investigação interna depois de sofrer acusações públicas e por causa do "alarmante" aumento de informações sobre outros colégios. Uma série de escolas privadas de prestígio foram alvo de acusações parecidas.

Choate disse ter confirmado abusos ocorridos em 1960, embora a maioria tenha acontecido na década 1980. Também houve vários relatos de conduta sexual inapropriada no decênio de 2010. Tanto homens quanto mulheres estão entre as vítimas.

Os ex-alunos acusam os docentes do Choate de "beijos íntimos, toques íntimos e atos sexuais", assim "relações sexuais forçadas ou obrigadas".

Muitos disseram que esses fatos "perturbaram toda sua vida adulta". Nenhum dos casos foi denunciado à polícia.

"Nossas entrevistas e registros escolares mostraram que algumas vezes a escola atuou de maneira rápida e decisiva. Em outros casos, foi mais lenta para responder e permitiu que um dos professores permanecesse no colégio", afirma o relatório.

Outros profissionais foram trabalhar em outros centros educacionais.

O relatório de 48 páginas inclui um professor de espanhol que saiu do colégio depois de atacar sexualmente um estudante de 17 anos em uma piscina durante uma viagem escolar à Costa Rica.

Também há cinco ex-alunos que denunciaram ter contraído herpes de um professor de inglês e de história da arte, que se recusava a usar preservativos e teria forçado uma aluna a usar pílulas anticoncepcionais.

O atual diretor do colégio publicou na última quinta-feira uma carta, em que pediu desculpas, reconhecendo que o relatório é "devastador".