Internautas acusam Google Maps de tirar Palestina do mapa – mas o estado nunca esteve no site

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
GAZA, PALESTINE - 2020/07/14: A Palestinian woman walks past a protest mural of Israel's plan to annex parts of the Israeli-occupied West Bank, in Rafah in the southern Gaza Strip. (Photo by Yousef Masoud/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Mural localizado na Faixa de Gaza, território comandado pelo grupo Hamas (Foto: Yousef Masoud/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Na manhã desta quinta-feira, 16, a palavra “Palestina” apareceu entre os assuntos mais comentados no Twitter. Isso porque vários usuários descobriram que o país, mesmo reconhecido pela ONU, não aparece no Google Maps. Eles acusam o site de apoiar a ocupação israelense na região.

E nos siga no Google News:

Yahoo Notícias | Yahoo Finanças | Yahoo Esportes | Yahoo Vida e Estilo

O assunto levou a um questionamento sobre a ocupação de territórios palestinos pelo governo de Israel. O tema está bastante presente também na política internacional, dado o plano do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de anexar parte do território do estado palestino.

No entanto, a questão do Google é mais complexa. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, divulgadas em 2016, esse mesmo protesto já havia acontecido nas redes sociais. A questão levantada é que a Palestina não foi retirada do Google Maps, mas nunca esteve.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Apesar de a Palestina ser reconhecida como país pela maioria dos países que integram a Organização das Nações Unidas, o Google Maps nunca localizou o país.

Leia também

O que, sim, aparece no mapa online é a Faixa de Gaza, além da Cisjordânia, regiões que formariam um estado palestino independente. A Cisjordânia é comandada pela Autoridade Nacional Palestina, enquanto, em Gaza, o grupo Hamas comanda a região.

Para Natália Nahas Calfat, doutoranda em ciência política pela USP e secretária-geral do Instituto de Cultura Árabe, há um apagamento da questão palestina. “Além da legitimidade simbólica - mas não menos importante - que o reconhecimento da Palestina pelo Google significaria, talvez chame mais a atenção o fato do google não ter 'removido' a Palestina de seus mapas, como reclamam alguns, mas dela simplesmente nunca ter existido”, opina.

“O Google se limita a reconhecer 'Cisjordânia' e 'Gaza' e não há qualquer referência ao território ser palestino. É o verdadeiro apagamento da questão palestina em si, não somente da história, do movimento, da identidade, como da realidade contemporânea palestina”, avalia.

Siga o Yahoo Notícias no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.