Intervalo da Pfizer só será reduzido após todos adultos tomarem 1ª dose, diz Queiroga

·4 minuto de leitura
Brazil's Minister of Health Marcelo Queiroga speaks during a news conference after the meeting of the National COVID-19 Coordinator to combat the pandemics, in Brasilia, Brazil, April 14, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Com a medida, o intervalo entre as doses da Pfizer deve passar de cerca de três meses para 21 dias, como é sugerido na bula do imunizante (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Intervalo da Pfizer só será reduzido após todos adultos tomarem 1ª dose, diz Queiroga

  • Com a medida, o intervalo entre as doses da Pfizer deve passar de cerca de três meses para 21 dias, como é sugerido na bula do imunizante

  • Após o anúncio, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) reagiu às declarações da Saúde e pediu que a mudança fosse feita apenas em setembro

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na noite desta nesta terça-feira (27) que o intervalo para aplicação das doses da Pfizer só será reduzido após toda a população adulta receber ao menos a primeira vacina contra a Covid-19.

"A nossa expectativa é atingir essa população acima de 18 anos, vacinada, até o final de agosto, começo de setembro. A partir daí nós vamos discutir a redução do intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a D2 (segunda dose) em um número maior de pacientes", disse Queiroga.

Leia também

Com a medida, o intervalo entre as doses da Pfizer deve passar de cerca de três meses para 21 dias, como é sugerido na bula do imunizante, assim como ele havia dito na segunda-feira (26) ao jornal Folha de S. Paulo.

"Após a distribuição da primeira dose para toda a população acima de 18 anos, será avaliada a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina Covid19 da Pfizer, com base em evidências científicas", afirmou o ministro.

Segundo ele, objetivo é agilizar a imunização com as duas doses, mas ainda é preciso aguardar, de acordo com o ministro, os dados sobre a capacidade logística da pasta. 

No mesmo dia, o secretário-executivo da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que era dada como certa a decisão e que a pasta apenas avaliava qual o momento de orientar a mudança.

Conass pediu redução do intervalo a partir de setembro

Após o anúncio, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) reagiu às declarações da Saúde e pediu que a mudança fosse feita apenas em setembro. 

O presidente da entidade e secretário de saúde do estado do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, afirmou nesta terça-feira (27) que recebeu a notícia de que o ministério da Saúde poderia reduzir o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 com surpresa.

"A gente [o Conass] foi tomado de surpresa ontem. Esse tema tinha sido levado ao debate na câmara técnica e tinha sido decidido que não era possível fazer isso nesse momento", afirmou Lula em depoimento a Globo News.

Nesta terça, os secretários de estados e municípios chegaram a um acordo com Queiroga para empurrar a decisão para depois da entrega da primeira dose a todos os adultos.

"Ficou estabelecido, também, que estados e municípios devem seguir as orientações do Ministério da Saúde quanto aos intervalos entre as doses de vacinas Covid19 e demais definições do Programa NacionaI de Imunizações", disse Queiroga.

O ministério decidiu ampliar o prazo entre as doses da Pfizer em maio, na tentativa de acelerar a vacinação. A medida seguiu experiência adotada também em outros países (Foto: AP Photos)
O ministério decidiu ampliar o prazo entre as doses da Pfizer em maio, na tentativa de acelerar a vacinação. A medida seguiu experiência adotada também em outros países (Foto: AP Photos)

Governo estuda reduzir intervalo da AstraZeneca

O governo também avalia a redução do intervalo entre as doses da AstraZeneca, atualmente em 90 dias, como sugere a bula, mas o ministro já disse que não há "segurança de evidência científica" de que a mudança trará maior eficácia no programa de vacinação.

Em nota conjunta divulgada nesta terça, Ministério da Saúde, Conass e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) reforçaram que somente após a distribuição da 1ª dose a todos os adultos será analisada a redução do intervalo entre as vacinas.

Vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos 

Os gestores do SUS também disseram, no documento, que serão incluídos na campanha de vacinação os adolescentes de 12 a 17 anos, com prioridade para aqueles com comorbidades. Essa mudança também só será feita após a entrega das vacinas aos adultos.

"Adolescentes de 12 a 17 anos serão incluídos na vacinação, c/ prioridade p/ comorbidades, após o envio de ao menos a 1ª dose p/ a população adulta. A decisão foi tomada em conjunto c/ estados e municípios", escreveu Queiroga no Twitter.

No total, o Ministério da Saúde comprou 200 milhões de doses da Pfizer. Até 1º de agosto já terão sido entregues, no total, 30 milhões de doses. Em agosto e setembro devem ser disponibilizadas outras 70 milhões. E de outubro a dezembro, as 100 milhões de doses restantes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos