Interventor federal define 3 prioridades após terrorismo no DF; veja quais são

Entre as metas de Ricardo Cappelli está a identificação e punição dos responsáveis

Interventor Ricardo Cappelli ao lado do ministro da Justiça, Flávio Dino (MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Interventor Ricardo Cappelli ao lado do ministro da Justiça, Flávio Dino

(MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

  • Interventor federal define 3 prioridades;

  • Ricardo Cappelli foi nomeado por Lula após atos de vandalismo no Distrito Federal;

  • Entre os objetivos, está identificar e punir os responsáveis.

O interventor federal nomeado pelo presidente Lula (PT), Ricardo Cappelli, definiu três prioridades que conduzirão seu trabalho à frente da segurança pública do Distrito Federal. A indicação ocorre após bolsonaristas radicais invadirem e depredarem as sedes dos Três Poderes.

Conforme divulgado pelo Metrópoles, os pontos focais de Cappelli são:

  • Concluir a transferência dos 1.200 bolsonaristas detidos para o Instituto Médico Legal e, em seguida, para o presídio da Papuda. O processo começou na segunda-feira (9), mas deve ser concluído somente nesta terça-feira (10).

  • Aumentar a integração entre a linha de comando das forças de segurança;

  • Individualizar a conduta de cada manifestante.

No que diz respeito à integração das forças armadas, o objetivo de Cappelli é prevenir a ocorrência de novos episódios de vandalismo. Ontem, o coronel Klepter Rosa assumiu interinamente o comando da Polícia Militar do DF após a exoneração do coronel Fábio Augusto, determinada por Cappelli.

Com relação ao terceiro ponto prioritário, a ideia é entender quais manifestantes ultrapassaram a barreira policial, mas não participaram da depredação, e quais invadiram os prédios e foram responsáveis pelo vandalismo.

Essa individualização, que será tocada principalmente pela Polícia Federal, é importante para a identificação e punição dos crimes. Para ajudar nesse trabalho, o Ministério da Justiça criou um e-mail para receber informações: denuncia@mj.gov.br

O que é intervenção federal

Prevista na Constituição, a medida tem caráter temporário e excepcional. O decreto permite que a União interfira nos estados ou no Distrito Federal em situações específicas como, por exemplo, “grave comprometimento da ordem pública”.

Quando aplicada, o governo estadual perde totalmente ou parcialmente suas competências. No texto apresentado por Lula, a ideia é que a União assuma a segurança pública do DF, que será comandada pelo interventor nomeado, Ricardo Cappelli.

Na noite de ontem, a Câmara aprovou a intervenção federal e o texto agora segue para a análise do Senado. A sessão foi marcada para às 11h de hoje.