Intubada com Covid-19, mãe conhece filhas gêmeas 24 dias após parto

Redação Notícias
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Bárbara lutou pela vida após o parto das gêmeas - Foto: Reprodução/TV Gazeta
Bárbara lutou pela vida após o parto das gêmeas - Foto: Reprodução/TV Gazeta
  • Bárbara descobriu estar com Covid-19 por conta de uma tosse

  • Seu parto foi acelerado para não colocar as gêmeas em risco

  • Ela precisou ser intubada logo depois e ficou 24 dias internada

Uma mulher demorou 24 dias para conhecer as próprias filhas, após ter sido intubada momentos depois de dar à luz as gêmeas. Bárbara de Almeida César, de 26 anos, foi diagnosticada com Covid-19 dias antes do parto em Cariacica, no Espírito Santo.

Tudo começou quando a dona de casa estava grávida de 34 semanas. Uma tosse causou preocupação, Bárbara procurou atendimento médico e descobriu que estava contaminada com o coronavírus.

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Para evitar que os bebês fossem colocados em risco, os médicos decidiram acelerar o parto, que aconteceu somente dois dias depois.

"Elas nasceram, escutei o choro de uma e da outra e a todo momento perguntava: 'Vou poder ver elas?'. Ninguém me respondia. Fui piorando, piorando, e foi chegando o momento em que a médica chegou pra mim e disse que teriam que me intubar", contou em entrevista à TV Gazeta.

Gêmeas conheceram a mãe após 24 dias - Foto: Reprodução/TV Gazeta
Gêmeas conheceram a mãe após 24 dias - Foto: Reprodução/TV Gazeta

Em estado crítico, Bárbara precisou ser intubada logo após o nascimento e ficou 10 dias intubada, além de outros 13 internada para tratamento da Covid-19. No total, foram 24 dias entre o parto e dia em que ela pôde finalmente conhecer as filhas.

"Meu maior medo era morrer, não ver mais meu filho, não conhecer minhas filhas e não voltar para o meu marido", contou.

Agradecimentos à equipe médica

Bárbara finalmente voltou para casa na última segunda-feira e afirmou que só sobreviveu graças ao tratamento da equipe médica do Hospital Dr. Jayme dos Santos Neves.

"Eles são muito carinhosos, sentem a dor do paciente. Eu estava acordada, colocavam louvores para eu ouvir ou oravam comigo. Isso me ajudou muito", contou.