Invasão africana: proximidade do Catar e imigrantes fazem dos países do norte da África 'puxadores da festa' em Doha; vídeos

Um papel que costuma ser dos torcedores latino-americanos em Copas do Mundo parece ter novos protagonistas — ao menos enquanto a bola não rola no Catar. A dois dias do início do Mundial, quem dita a festa nas ruas do centro de Doha são os africanos, especialmente do norte do continente, de países como Marrocos e Tunísia.

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Há razões para esse domínio africano. Uma delas é a proximidade, não só geográfica como cultural. A outra é a quantidade de imigrantes africanos que residem no Catar, um país formado quase 90% por estrangeiros.

— Vivem em torno de 30 mil marroquinos no Catar e, certamente, eles estão muitos animados com a presença da seleção aqui — afirma Badre Bakaddouri, enquanto tenta organizar a torcida em torno de bumbos e caixas.

Nesta sexta-feira, que é dia de descanso na tradição local, os moradores se juntaram aos torcedores na região do Souq Waqif. Além dos marroquinos, tunisianos se reuniam com instrumentos aos gritos de "allez, allez" (vamos, em francês). Cataris também competiam por espaço e torcedores com camisas do Brasil e Argentina, de países asiáticos, transitavam em menor número, bem como senegaleses e ganenses.

A Tunísia estreia contra a Dinamarca, terça-feira, no Education City, enquanto Marrocos começa a caminhada no dia seguinte, diante da Croácia.