Invasão no DF: Bolsonaristas poderão ser identificados por sangue, fezes e urina

De acordo com o ministro da Secom, será possível identificar vândalos através de sangue, fezes e urina deixados no Planalto pelos invasores.

Invasão no DF: Bolsonaristas praticaram vandalismo e depredação nos prédios do Congresso, STF e Palácio do Planalto - Foto: Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images
Invasão no DF: Bolsonaristas praticaram vandalismo e depredação nos prédios do Congresso, STF e Palácio do Planalto - Foto: Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images

Os terroristas que depredaram as sedes dos Três Poderes, neste domingo (8) em Brasília, poderão ser identificados através de restos de sangue, fezes e urina deixados no Palácio do Planalto.

Os apoiadores extremistas do ex-presidente, Jair Bolsonaro, quebraram móveis e obras de arte do edifício-sede do Poder Executivo e atiraram mobiliário pela janela do segundo andar.

De acordo com Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), será possível identificar vândalos através de sangue, fezes e urina deixados no Planalto pelos invasores.

“Tem uma perícia porque tem muito sangue, tem fezes, tem urina. Então, é possível fazer a identificação dos criminosos pela coleta desse material orgânico”, disse Paulo Pimenta no começo da manhã desta segunda a jornalistas.

Ainda de acordo com o ministro, haverá processo de identificação de todos que apoiaram, financiaram e participaram dos atos em Brasília e outros estados.

“Nós não iremos tolerar qualquer ato que tenha como objetivo enfraquecer a democracia e a Constituição.”

A sede do Poder Executivo Federal passa, na manhã desta segunda-feira (9), por limpeza e reparos iniciais. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também está no local realizando um levantamento.

Pimenta acompanha os trabalhos de perícia, reparo e limpeza do edifício-sede do Poder Executivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda no domingo, decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça, será o interventor. Ele ficará no cargo até o próximo dia 31.

Nesta segunda, Lula se reúne com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente em exercício do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Após o encontro, Lula se reúne com o ministro da Defesa, José Mucio, e os comandantes das Forças Armadas. No fim do dia, às 18h, o presidente recebe os 27 governadores de estados e do DF para uma reunião de emergência.