Invasores desmatam reserva com últimos remanescentes contínuos de floresta em Mato Grosso e ameaçam servidores

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RIO - A Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso e o Ministério Público Federal investigam a extração ilegal de madeira na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt e nas quatro unidades de conservação no seu entorno. A reserva faz parte da Amazônia Legal e tem os últimos remanescentes contínuos de floresta do estado.

As investigações mapearam a existência de uma organização criminosa. Estima-se que até 90% da renda da cidade venham do desmate ilegal, e há a suspeita de que os invasores estão abrindo estradas até a Bolívia, para o tráfico de drogas.

O desmatamento na reserva de 2019 a 2021 aumentou 124%, em relação aos três anos anteriores, e evidenciou as atividades ilegais em Colniza, município marcado por homicídios ligados a conflitos fundiários. Ameaças e emboscadas foram feitas contra agentes da Secretaria de Meio Ambiente do estado e funcionários da Funai responsáveis pela Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo. Indígenas isolados vivem na área, que fica sobreposta à reserva.

Agentes da PF cumpriram no mês passado dois mandados de busca e apreensão em Guariba, distrito de Colniza, contra suspeitos de ameaçar de morte servidores da Funai. Um dos principais ameaçados é o indigenista Jair Candor, especialista em povos isolados. Em 2018, um fazendeiro que invadiu a terra Kawahiva ameaçou surrar Candor e queimar a base da Funai em que trabalha o indigenista. O ministro da Justiça, Anderson Torres, pediu que a Força Nacional proteja durante 60 dias a base da fundação.

— Há muitas emboscadas com pregos nas estradas para furar os pneus dos carros da Secretaria do Meio Ambiente. Conseguimos fazer operações somente com a ajuda do Batalhão Ambiental e do Bope da PM, quando não com o Exército — diz Maurren Lazzaretti, secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso.

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