Investidor diz que mercado agora vê Bolsonaro sem maquiagem e prevê demissão de Paulo Guedes

JOANA CUNHA
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BRASILIA, DF,  26.11.2020 - O Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civi), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de governo), Jorge Oliveira (Secretaria Geral) e José Levy (AGU), durante cerimônia de lançamento dos programas CODEX e Super BR e Revogaço, no Palácio do Planalto . (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASILIA, DF, 26.11.2020 - O Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civi), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de governo), Jorge Oliveira (Secretaria Geral) e José Levy (AGU), durante cerimônia de lançamento dos programas CODEX e Super BR e Revogaço, no Palácio do Planalto . (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÕ PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A intervenção de Bolsonaro na Petrobras pode ser o início de um abismo para o país, na opinião do investidor Lawrence Pih, que prevê a demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Pih afirma que nunca acreditou no potencial liberal de Bolsonaro, diferentemente de grande parte do mercado financeiro.

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"Eu nunca acreditei, mas a grande maioria do mercado foi na conversa de Bolsonaro. Tanto que até o ex-ministro Sergio Moro caiu nessa conversa. A mim ele nunca enganou. É só olhar o histórico dele de quase três décadas como baixíssimo clero no Congresso", afirma Pih.

Para o investidor, a indicação de Paulo Guedes para cuidar da economia deu credibilidade a uma fantasia de que o presidente seria pró economia de mercado.

"Bolsonaro, quando candidato, vendeu a imagem de pró-mercado, pró-capitalismo e antiestatizante. Os incautos, agora, o enxergam sem maquiagem: estatizante, anti-capitalismo, anti-economia de mercado, socialista, populista, autoritário e uma ameaça à democracia. Receio pelo futuro do nosso país", diz.

Pih é um investidor sino-brasileiro que tem um olhar de décadas sobre a política local. Ele foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT na década de 1980 e também um dos primeiros a criticar o governo Dilma Rousseff publicamente três décadas depois.

Também ficou conhecido por ter sido o dono do Moinho Pacífico, um dos maiores processadores de trigo do Brasil, até 2015, quando o vendeu para a Bunge. ​