Lojas Americanas: Investidores minoritários processam empresa e pedem indenização

Rombo em balanço econômica das Lojas Americanas tem gerado diversos desdobramentos no mercado - Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Rombo em balanço econômica das Lojas Americanas tem gerado diversos desdobramentos no mercado - Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

As inconsistências contábeis anunciadas pelas Americanas na última semana não estão levando apenas bancos à justiça para cobrar dívidas, mas também investidores que se sentem prejudicados pelo erro nas contas da companhia de capital aberto.

Um processo protocolado pelo Instituto Brasileiro de Cidadania (Ibraci) na 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro contra a Americanas (AMER3) pede indenização por danos materiais e morais individuais de consumidores, investidores e acionistas.

Na ação, o instituto argumenta que milhares de acionistas minoritários "retiraram valores de sua poupança, fruto de muito trabalho e suor, confiando na robustez e alto índice de governança corporativa da ré e, ainda, nas suas boas perspectivas de crescimento fruto dos seus balanços divulgados".

Em outro trecho, defende que a "volatilidade do mercado foi dolosamente viciada com a prática de ato contrário a boa-fé objetiva, levando a prejuízo certo". Além disso, aponta que a Americanas "ofendeu direito do aplicador de boa-fé, o qual estava ciente do risco negocial, mas não cogitava fraude dolosa de manipulação de informações".

A Associação Brasileira de Investidores (Abradin), que já fez uma denúncia à Comissão de Valores Mobiliários e ao Ministério Público em prol dos acionistas minoritários, agora também prepara uma ação judicial contra a empresa. Para Aurelio Valporto, presidente da Abradin, os investidores "foram enganados".

— Essa situação afeta toda a economia nacional porque mina a credibilidade do mercado de capitais brasileiro. Isso exige uma resposta dura das autoridades. Queremos que a CVM apure se estamos diante de uma fraude ou não e também estamos sendo assessorados por advogados para ingressar com uma cobrança na justiça — contou Aurelio Valporto, presidente da Abradin.