Investidores pedem devolução de dinheiro de “faraó dos Bitcoins”

·2 minuto de leitura
  • Investidores buscam reembolso dos valores investidos e estabelecidos em contrato

  • Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, foi preso pela PF em agosto

  • Cerca de 240 processos foram feitos contra a empresa no estado do RJ

Um grupo de investidores, localizados em Campos dos Goytacazes (RJ), que depositaram valores na G.A.S Consultoria Bitcoin, entraram na Justiça contra a empresa, pedindo a rescisão do contrato e a devolução nos valores investidos. A empresa tinha como dono Glaidson Acácio dos Santos, preso pela Polícia Federal em agosto por conta de crimes contra o sistema financeiro.

O advogado Jefferson Almeida representa dez antigos clientes da G.A.S. Todos eles, que investiram valores considerados de pequeno e médio porte, entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, buscam a rescisão contratual com a empresa e a devolução dos valores confiados ao negócio.

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"Vamos supor que você investisse R$ 10 mil, você teria 10% daqueles 10 mil reais mensalmente. A partir do momento que aqueles 10% não é cumprido, isso gera o direito de rescisão unilateral do contrato, ou seja, gera ao cliente o dinheiro de volta. Até no contrato tem uma cláusula por parte da G.A.S que fala sobre isso, que se você não cumprir o contrato, você gera a rescisão. Foi isso o que aconteceu", explicou o advogado Jefferson Almeida, em entrevista ao G1.

Dos dez clientes que entraram na Justiça, quatro já obtiveram liminares favoráveis para devolução do dinheiro. De acordo com esses investidores, a empresa suspendeu os pagamentos após o deflagramento da Operação Kryptos, realizada pela Polícia Federal e que culminou na prisão de Glaidson, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, e que foi indiciado como suspeito de chefiar um esquema ilegal, conhecido como pirâmide financeira.

Além de crimes contra o sistema financeiro, Glaidson também foi indiciado por prática de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Calcula-se que só no estado do Rio de Janeiro, segundo entrevista do advogado José Paes Neto ao G1, sejam ao todo 240 processos contra a empresa.

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