Investigação é pescaria sem objeto definido, diz advogado de empresário bolsonarista

***ARQUIVO*** SÃO PAULO/SP-BRASIL, 18/04/2018 - O empresário Meyer Nigri, dono da Tecnica, que foi alvo de operação da Polícia Federal.  (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress
***ARQUIVO*** SÃO PAULO/SP-BRASIL, 18/04/2018 - O empresário Meyer Nigri, dono da Tecnica, que foi alvo de operação da Polícia Federal. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Advogados dos empresários bolsonaristas que se tornaram alvo de investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, começaram a examinar os autos do caso para definir estratégias de defesa.

Alberto Toron, que representa Meyer Nigri, da Tecnisa, diz que faltam elementos para caracterizar os crimes pelos quais eles são investigados e não há indícios que justifiquem algumas das medidas autorizadas por Moraes na semana passada.

Os empresários passaram a ser investigados por causa de mensagens golpistas num grupo de WhatsApp, reveladas pelo site Metrópoles. Mas não há evidências de que de fato planejavam atentar contra a ordem democrática ou tenham financiado atividades ilícitas, afirma o advogado.

Para ele, os indícios apresentados por Moraes são insuficientes para justificar a quebra de sigilo e o bloqueio das contas bancárias dos empresários. "É uma pescaria sem objeto definido, meramente especulativa, que atrita com a jurisprudência do próprio tribunal", diz Toron.

Ao levantar o sigilo do processo nesta segunda (29), Moraes afirmou que as mensagens revelam "potencial de financiamento de atividades digitais ilícitas e incitação à prática de atos antidemocráticos" e apontou conexões entre os empresários e outros grupos sob investigação.