Investigação aponta abusos físicos e emocionais contra atletas mirins britânicos

Uma investigação na Inglaterra revelou maus tratos físicos e psicológicos contra atletas mirins de ginástica olímpica. De acordo com o relatório apresentado pela Whyte Review, por encomenda da UK Sport e Sport England, ginastas com idade média de 7 anos eram deixados sem comer ou beber água, pendurados em argolas como castigo e até impedidos de ir ao banheiro. As informações foram divulgadas pelo site Metro.co.

O relatório revela que treinadores humilhavam publicamente as crianças por motivos que iam desde o peso de atletas até atrasos aos treinos. Houve casos descritos pela investigação de crianças forçadas a se equilibrar em traves por duas horas, como punição por estarem com medo de tentar manobras durante os treinos.

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Ginastas relataram casos de serem obrigados a usar um boné de burro e serem chamados de "bebê chorão" na frente de seus colegas. Um pai denunciou que uma reclamação sobre seu filho ser chamado de "bicha" diariamente foi "desconsiderada como uma piada" pelo oficial de bem-estar da equipe.

A investigação acusa a ex-presidente-executiva da British Gymnastics Jane Allen de "falta de liderança" e um "fracasso organizacional (...) em apreciar a importância central do bem-estar dos atletas".

Em seu relatório final, a Whyte Review também critica o UK Sport por permitir uma cultura "sistêmica de abusos", em que as "medalhas importavam mais do que o bem-estar dos atletas".

A British Gymnastics e a UK Sport pediram desculpas públicas. A atual presidente-executiva, Sarah Powell, também se manifestou, em solidariedade à triste experiência de atletas e seus responsáveis.

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