Portugal participa em rede de investigação global de vírus

O trabalho não é novo mas torna-se particularmente visível numa altura em que o mundo continua a lutar contra uma pandemia. Há pessoas que passam os dias a identificar vírus, bactérias e outros microrganismos a tempo de proteger a população. E esta é uma tarefa cada vez menos solitária e cada vez mais global.

Portugal faz parte desta cadeia internacional de investigação que ficou mas forte e eficaz com a covid-19.

João Paulo Gomes, investigador do Instituto Ricardo Jorge,explica que "uma das poucas coisas boas que a pandemia trouxe foi uma rápida mudança de mentalidade da comunidade científica. Sempre existiu alguma competição (...) e no entanto, a pandemia fez com que essa competição trouxesse bons resultados ao serviço da saúde pública. A pressa de divulgar os resultados prendia-se muito mais com a utilidade que poderia ter para outros".

Portugal participa em diversos projetos europeus ao lado de países como França, Reino Unido, Espanha Suécia e Dinamarca. Tem tido bons resultados, foi o primeiro a identificar a sequência genética do vírus da varíola dos macacos.

O importante é identificar o mais depressa possível o agente e ajudar as autoridades de saúde pública a protegerem as populações. Por exemplo, na adaptação e ajustamento de vacinas.

Este espírito de partilha também permite a criação de ferramentas bioinformáticas como aquela que foi desenvolvida no instituto Ricardo Jorge e que que permite a qualquer laboratório do mundo integrar a análise do genoma na vigilância dos diferentes vírus.