Ipês brancos perdem a 'timidez' e florescem em várias partes da cidade de São Paulo

PATR͍CIA PASQUINI
SÃO PAULO,SP - 12/9/2019 - Ipês brancos no Parque do Ibirapuera. Espécie não é tão comum na cidades. (Foto: Guilherme Tosseto/Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Locais da cidade de São Paulo, como o parque  Ibirapuera e a avenida Ricardo Jafet, ao longo do riacho do Ipiranga (ambos na zona sul) estão repletos de flores de ipês brancos.

A sensação, pelos comentários que circulam por redes sociais, era de que este tipo de ipês não aparecia há algum tempo na cidade, mas não é verdade, de acordo com especialistas.

A pesquisadora do Instituto de Botânica de São Paulo Luci Rossi explica que há 20 anos era raro ver ipês na cidade e que, desde então, houve um incentivo para que as pessoas plantassem mais este tipo de árvore.

"Os ipês não estavam sumidos. As floradas ocorrem em todos os anos, mas de forma tímida. O que aconteceu em 2019 é que o inverno marcado pela secura fez com que os ipês brancos florescessem de forma diferente e mais bonita", afirma.

Quem quiser vê-los deve correr, porque os ipês são comuns entre agosto e outubro, mas as árvores dão flores, no máximo, duas vezes por temporada. Depois, prevalecem as folhas. Cada floração do ipê branco dura, em média, quatro dias --as outras espécies (roxa e amarela) vão de uma semana a dez dias.

Nativos do Brasil, os ipês também podem ser encontrados em outros países da América do Sul, como Peru, Bolívia e Paraguai.

Nas 193 áreas analisadas na cidade de São Paulo, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente tem registros de seis espécies nativas de ipês-amarelos --a mais comum com 83 registros--, duas de ipês-rosas encontrados em 50 áreas analisadas, uma de ipês-brancos, que podem ser vistos em 47 áreas, e os verdes, que apresentam registro em dez áreas.


Tipos de Ipês Ipê-branco: Tabebuia roseoalba (encontrados em 47 áreas)

Ipê-rosa: Tabebuia rosea (encontrados em 50 áreas)

Ipê-amarelo: Tabebuia alba (espécie mais comum tem 83 registros)

Ipê-verde: Cybistax antisyphilitica (estão em dez áreas)

Fonte: Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo