Ipec: 50% dos brasileiros conhecem uma mulher que já foi agredida pelo parceiro

Segundo pesquisa Ipec, apenas 6% dos homens admitem já terem cometido violência doméstica (Foto: Getty Images)
Segundo pesquisa Ipec, apenas 6% dos homens admitem já terem cometido violência doméstica (Foto: Getty Images)
  • Levantamento Ipec foi feito em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Beja

  • Pesquisa foi realizada em outubro deste ano, e divulgada hoje pelo portal g1

  • Das 800 mulheres entrevistadas, 36% afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência doméstica

Metade dos brasileiros (50%) conhece pessoalmente alguma mulher que sofre ou já sofreu algum tipo de agressão por parte do atual ou do antigo companheiro, aponta pesquisa Ipec, em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Beja, realizada em outubro deste ano.

Apesar disso, de acordo com o levantamento, obtido com exclusividade pelo portal g1, apenas 6% dos homens admitem já terem cometido violência doméstica.

O nível de confiabilidade é de 95%, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A maioria dos brasileiros também respondeu que, após tomar conhecimento da violência, procura as vítimas para conversar, e oferece conselhos focados na segurança da mulher, como para denunciarem as agressões à polícia (53%) e terminarem o relacionamento (48%).

Por outro lado, uma minoria recomenda que as vítimas tomem atitudes para manter a relação, como para procurarem a igreja (8%) —as mulheres são as que mais dão este conselho —, mudarem o comportamento para que o companheiro não fique irritado (7%) e reconsiderarem e fazerem as pazes (6%) —os homens são os que mais falam isso.

Ainda segundo reportagem do portal g1, das 800 mulheres entrevistadas pelo Ipec, 36% afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência doméstica:

  • Psicológica (27%) – ameaças, humilhação, xingamentos, insultos, chantagem, proibição de encontrar amigos ou familiares, etc

  • Física (17%) – agressões físicas, como tapas, empurrões, etc

  • Moral (13%) – difamação, disseminação de mentiras, exposição da vida íntima, etc

  • Sexual (10%) – relações ou práticas sexuais forçadas (sem consentimento)

  • Patrimonial (7%) – não poder controlar o próprio dinheiro, ter objetos pessoais destruídos ou danificados, etc

55% das vítimas colocou um fim no relacionamento, e somente 1 em cada 5 denunciou o parceiro às autoridades policiais e/ou contou para um amigo ou familiar. Já 8% das mulheres agredidas não fizeram nada.