IPVA: Golpe usa falsos boletos com descontos para roubar vítimas

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Surprised businessman with empty wallet after paying taxi.
Para se proteger, é importante consultar apenas os sites oficiais das secretarias da Fazenda e evitar clicar em e-mails e mensagens sobre o tema

(Getty Images)

  • Criminosos estão tentando extorquir e roubar dados de quem pagará o IPVA

  • Contribuintes recebem boletos falsos, com supostos descontos, por e-mail, SMS e WhatsApp

  • Sites que imitam os oficiais também estão sendo usados no golpe

Criminosos estão se aproveitando da proximidade do pagamento da segunda parcela do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para aplicar um golpe em que roubam dinheiro e dados pessoais das vítimas.

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Para enganá-las, é feito o envio de boletos falsos por e-mail, WhatsApp e SMS. Nesses casos, o imposto geralmente aparece com descontos e se torna atrativo para os contribuintes. No entanto, por se tratar de uma fraude, o valor destinado às contas do governo acaba parando nas mãos de estelionatários.

“A pessoa continua com a dívida do IPVA e pode ter o seu veículo apreendido pelo Detran. Todo cuidado é pouco", adverte Afonso Morais, advogado especialista em fraudes digitais, em entrevista à agência O Globo.

Sites enganosos

Além do envio de boletos falsos, os golpistas também criam páginas muito parecidas com as das secretarias da Fazenda com o intuito de obter informações dos proprietários dos veículos.

"A prática, conhecida como "phishing", é uma fraude eletrônica que rouba senhas, dados financeiros, número de cartões de crédito e outros dados pessoais", explica o advogado.

Para se proteger e evitar cair em fraudes deste tipo, é importante consultar somente o site do governo onde o automóvel está registrado, a página do IPVA destes órgãos e a rede bancária credenciada.

Outro ponto fundamental é ficar atento ao que chega à caixa de entrada. "Caso receba um e-mail com links para a emissão das guias, a regra é apagar a mensagem sem clicar em nada. Em seguida, acesse a página da Secretaria da Fazenda do seu estado e siga as orientações descritas na página", informa Morais.

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