Irã limita deslocamentos após recorde de mortes por covid-19

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Iranianos visitam a mesquita Imamzadeh Saleh em Teerã neste domingo, quando o governo emitiu ordens para limitar as viagens às grandes cidades em uma tentativa de conter o aumento de casos do coronavírus
Iranianos visitam a mesquita Imamzadeh Saleh em Teerã neste domingo, quando o governo emitiu ordens para limitar as viagens às grandes cidades em uma tentativa de conter o aumento de casos do coronavírus

O Irã adotou neste domingo (1º) restrições a viagens internas e no acesso às cidades mais impactadas pelo novo coronavírus após o país registrar um novo recorde de mortes, de acordo com a rede pública de televisão.

Essas limitações nos deslocamentos passarão a valer a partir de segunda-feira ao meio-dia e se estenderão até sexta-feira, informou a rede em sua página na internet, na qual cita uma ordem do Ministério do Interior.

Os moradores das localidades afetadas não poderão deixar seus municípios e também não será possível acessá-los. As forças de segurança controlarão as placas dos veículos particulares, mas essas restrições não afetarão o transporte público, disse o Ministério do Interior.

A medida será aplicada à capital Teerã, com 8 milhões de habitantes, e as demais capitais das 25 províncias consideradas zonas "vermelhas", cor que determina as regiões onde o vírus circula com maior intensidade no Irã, o país mais afetado pela pandemia no Oriente Médio.

Aqueles que não respeitarem as restrições receberão multas de 5 milhões de riais (15 euros ou 17,50 dólares). 

No sábado, já havia sido anunciado o fechamento de alguns espaços públicos e lojas nessas cidades.

O Irã, que nos últimos dias bateu recordes de mortes e infecções pela covid-19, registrou 434 mortes e 7.719 casos no domingo, disse a porta-voz do Ministério da Saúde, Sima Sadat Lari, em declarações à televisão, o que elevou o saldo total para 35.298 mortos e 620.491 infectados.

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