Irã 'põe em risco' o retorno à diplomacia com violações de acordo nuclear, alertam países europeus

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Instalação nuclear iraniana em Isfahan

França, Alemanha e Reino Unido alertaram, nesta sexta-feira (12), que o Irã "põe em risco" qualquer retomada das negociações para salvar o acordo nuclear, ao violar repetidamente os termos do pacto, recentemente com a produção de urânio metálico.

"Ao multiplicar suas violações, o Irã põe em risco a possibilidade de um retorno à diplomacia que permita a realização plena e completa dos objetivos do acordo", declararam os porta-vozes dos três ministérios das Relações Exteriores em um comunicado conjunto.

"Em virtude deste acordo, o Irã se comprometeu a não produzir urânio metálico e a não realizar pesquisa e desenvolvimento sobre a metalurgia do urânio por um prazo de 15 anos", lembraram os três países, signatários do texto de 2015 junto com Estados Unidos - que se retirou em 2018 -, Rússia e China.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou na quarta-feira ter "verificado em 8 de fevereiro 3,6 gramas de urânio metálico na fábrica de Isfahan" (centro).

O assunto é delicado porque o urânio metálico pode ser usado para fabricar armas nucleares.

"Reafirmamos que essas atividades, que constituem uma etapa chave para o desenvolvimento de uma arma nuclear, não têm nenhuma justificativa civil credível no Irã", insistiram os três países.

Por conta disso, pediram "com insistência ao Irã para encerrar rapidamente (a atividade) e se abster de qualquer nova violação de seus compromissos nucleares".

Esta nova infração do acordo enfraquece ainda mais o pacto, que já está por um fio desde que Donald Trump retirou os Estados Unidos em 2018 e restabeleceu sanções econômicas.

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