Irã registra quase 7.000 mortos e alerta para aumento de contágios

Irã é o país com mais mortos por COVID-19 no Oriente Médio

As autoridades iranianas anunciaram neste domingo (17) que chega a quase 7.000 o número de mortos por coronavírus no país e alertaram para a explosão da pandemia, que atinge novas províncias no Irã.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Kianouche Jahanpour, relatou 51 mortes nas últimas 24 horas, o o que eleva o total de óbitos para 6.988.

Jahanpour advertiu sobre o agravamento da situação nas províncias de Lorestão (oeste), Kermanchah (oeste) e Sistão-Baluchistão (sudeste), com um aumento no número de casos de contágio.

"A província de Juzestão continua em situação crítica", acrescentou.

O Ministério da saúde parou de publicar o saldo da epidemia no nível provincial há um mês, mas o último relatório das autoridades de Saúde divulgado no sábado destacou uma "tendência ascendente, ou o início de um pico" em oito províncias.

A República Islâmica registrou o maior número de novas infecções em mais de um mês na última sexta-feira (15).

Segundo Jahanpour, o Irã registrou 1.806 novos casos em um único dia, somando 120.198 infectados.

Dentro e fora do país, porém, muitos especialistas e autoridades suspeitam de que os dados oficiais subestimem a verdadeira extensão da pandemia.

As autoridades cancelaram as congregações do Dia de Jerusalém, organizadas todos os anos em solidariedade para com os palestinos. Será transmitido apenas um discurso do supremo guia, aiatolá Ali Khamenei, na próxima sexta-feira, pela televisão.