Irã solta libanês acusado de espionagem

Bandeiras iranianas tremulam no centro de Teerã, em 3 de janeiro de 2018

A Justiça iraniana libertou, nesta terça-feira (11), Nizar Zakka, um libanês condenado em 2016 a dez anos de prisão por "espionagem" a favor dos Estados Unidos.

Residente nos EUA, Zakka foi recebido pelo presidente libanês, Michel Aun, ao chegar em Beirute, onde negou as acusações.

"Não houve espionagem", declarou aos jornalistas no Palácio Presidencial.

Zakka chegou a Beirute em um avião privado, acompanhado do chefe da segurança geral libanesa, Abbas Ibrahim, que foi buscá-lo em Teerã.

O departamento americano de Estado saudou a libertação de Zakka e disse esperar que seja "um sinal positivo para os americanos detidos no Irã".

A agência oficial iraniana Mizan On-line informou que um tribunal do Irã "aprovou a libertação condicional" de Zakka com base na lei que beneficia os condenados a até dez anos de prisão e de bom comportamento que já cumpriram ao menos um terço da pena.

O porta-voz da Justiça, Gholamhossein Esmaili, informou que o presidente libanês pediu "por escrito" que se facilitasse a soltura de Zakka. O movimento xiita libanês Hezbollah, próximo ao Irã, considerou a decisão "oportuna".

Residente nos Estados Unidos, Zakka foi detido em setembro de 2015 durante uma viagem ao Irã e condenado em julho de 2016.

Ao ser detido, a televisão oficial iraniana se referiu a acusações sobre "profundas relações (de Zakka) com as comunidades militar e de Inteligência dos Estados Unidos".