Iraniana de 103 anos sobrevive ao novo coronavírus

A Organização Mundial da Saúde diz que o novo coronavírus tem uma taxa de mortalidade de mais de 20% entre os mais de 80 anos, mas o Irã diz que recebeu alta de 103 anos do hospital depois que ela se recuperou completamente

Uma mulher de 103 anos foi curada do novo coronavírus no Irã, apesar da elevada taxa de mortalidade entre as pessoas com mais de 70 anos, informou a agência oficial Irna.

A paciente havia sido internada na cidade de Semnan, a 180 km ao leste de Teerã, de acordo com a agência, que não revelou o nome da mulher.

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"Ela recebeu alta do hospital depois de uma recuperação completa", afirma o texto, que cita Navid Danayi, diretor do centro médico universitário da cidade.
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De acordo com a agência, este é o segundo caso de paciente de idade muito avançada que contrai a doença covid-19 e se recupera no Irã.

A Irna mencionou o caso de um homem de Kerman, sudeste do país, que sobreviveu à pneumonia viral aos 91 anos.

Ele foi curado depois de três dias da doença, apesar de sofrer hipertensão e asma, circunstâncias agravantes.

A Irna não explica o tratamento recebido pelos dois pacientes.

O Irã anunciou nesta quarta-feira 147 mortes nas últimas 24 horas, um novo recorde diário, o que eleva o balanço total a 1.135.

O vice-ministro da Saúde, Alireza Raisi, também informou que o país registrou 1.192 novas infecções, o que eleva o total a 17.161.

Em 9 de março, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que dos 80.000 casos da doença registrados na China, "mais de 70%" foram curados.

De acordo com um boletim da OMS elaborado em colaboração coma autoridades chinesas, a taxa de mortalidade alcança 21,9% para os pacientes de covid-19 com mais de 80 anos.