Iraque: 10 Anos Após A Invasão

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Começou em 19 de março de 2003, com a invasão americana, sob o mando de George W. Bush (2001-2009), em um Iraque que, supostamente, possuía armas de destruição em massa. A Guerra Do Iraque também tinha uma justificativa "humanitária", já que o objetivo secundário era construir uma democracia naquele país, indo de encontro com o regime de Saddam Hussein, que estava no poder de um dos regimes mais violentos do Oriente Médio desde 1979.

O risco que o Governo dos Estados Unidos declarava temer era o da posse de grupos terroristas, como a Al Qaeda (responsável pelos atentados de 11 de setembro), destes armamentos, podendo desencadear diversos atentados com proporções similares aos que aterrorizaram Nova York. Os armamentos de destruição em massa nunca foram encontrados, o que levou à conclusão de que o poder sobre o território do Iraque, com 9% das reservas mundiais de petróleo, era um dos objetivos principais da invasão.

Com ataques aéreos, invasões por terra e uso de tanques e explosivos, houve um custo de US$ 2,2 trilhões e uma contagem de 4805 militares mortos, 134 mil civis iraquianos mortos e 16 mil desaparecidos. A guerra foi iniciada com apoio popular, que abraçou as causas da chamada "Guerra Contra O Terror". Era uma população ainda com medo de atentados terroristas, mas que, no mesmo momento em que sofria com a pior crise econômica desde 1929, tinha um alto orçamento de despesas de guerra, sem contar com as denúncias de torturas na prisão de Abu Ghraib e os ataques nas ruas de Bagdá, que manchavam a imagem democrática da invasão.

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Em 2003, Saddam Hussein foi encontrado em seu esconderijo e condenado à morte. A Pena foi executada em 2006 e marcou o que seria o fim da guerra e o início de reconstrução do país, que até hoje tenta ser finalizada.

Após o início da democratização do Iraque, os conflitos entre muçulmanos xiitas e sunitas aumentou gradativamente, resultando em atendados em centros urbanos e instituições públicas. As tropas americanas deixaram o país em 2011, terminando a operação que trouxe mais perdas econômicas, políticas e de popularidade que o governo americano já havia feito e que contribuiu para a vitória do democrata Barack Obama, nas eleições de 2008.

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Durante sua história, o Iraque nunca havia sido regido por um governo democrático, que tenta, atualmente, se moldar de maneira pluralista, para atender todas as demandas de seu povo. O legado que a Guerra no Iraque deixou para a população local é praticamente o fruto da tentativa de reconstruir o país, após toda a destruição durante o combate armado: a expectativa de vida aumentou de 67 para 70 anos, a porcentagem de adultos alfabetizados aumentou de 40,4% para 78,2%, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de US$ 24,5 bilhões para US$ 130,5 bilhões per capita e a dívida externa despencou de 494% do PIB para 78% do PIB.

O esforço para a construção de um país democrático, que abrace a pluralidade de seu povo - 80% da população é árabe e entre 15% a 20% é curda, sendo a principal religião o islamismo, com 62% de xiitas e 35% de sunitas, mas ainda com 3% da população total de cristãos - ainda é forte e é resultado da tentativa de promover a democracia no país e de consolidá-la.

Fontes:

Invasão do Iraque - 10 Anos: As Derrotas De Uma Guerra Vitoriosa - José Renato Salatiel - UOL

Guerra No Iraque Deixou Milhares De Desaparecidos - W.G. Dunlop - AFP em Yahoo! Notícias

Invasão Do Iraque - 10 Anos - Folha de São Paulo

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