Iraque deseja presença militar americana em seu solo, afirma general dos EUA

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O presidente americano, Donald Trump, dirige-se às tropas dos Estados Unidos durante visita surpresa durante o dia de Ação de Graças na base aérea Bagram, no Afeganistão, 28 de novembro de 2020
O presidente americano, Donald Trump, dirige-se às tropas dos Estados Unidos durante visita surpresa durante o dia de Ação de Graças na base aérea Bagram, no Afeganistão, 28 de novembro de 2020

Apesar da anunciada redução das tropas americanas no Iraque, o governo iraquiano quer a presença contínua de forças americanas em seu país para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI), afirmou um general americano nesta quinta-feira (19).

Os soldados americanos permitiram limitar com sucesso as atividades do Irã e do EI no Iraque, informou o diretor do Comando Militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, o general Kenneth McKenzie, em uma conferência do comitê nacional sobre as relações entre Washington e os países árabes.

O exército iraniano reduziu recentemente seus ataques, esperando que o governo iraquiano "nos peça para abandonar o Iraque", explicou McKenzie.

Bagdá mostrou, entretanto, "claramente sua disposição de manter sua colaboração com os Estados Unidos e a coalizão militar internacional para continuar nosso combate aos últimos elementos do EI", acrescentou.

O EI ainda tem cerca de 10.000 combatentes na região do Iraque e da Síria, e continua sendo uma ameaça real, disse o general.

Suas declarações foram feitas depois que Washington anunciou na terça-feira a retirada das tropas americanas do Iraque e do Afeganistão.

Os Estados Unidos manterão 2.500 militares em cada país depois que 500 soldados retornarem do Iraque e 2.000 do Afeganistão.

"Os avanços das forças iraquianas permitiram aos Estados Unidos reduzir suas tropas no Iraque", mas agora Washington e seus aliados devem tentar evitar, com sua presença, que o EI volte a crescer e possa realizar grandes ataques, acrescentou McKenzie.

Para o general, a presença militar americana também impediu o Irã de continuar seus ataques no Golfo.

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