Irlanda vai dar a adotados seus registros de nascimento para encerrar "erro histórico"

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DUBLIN (Reuters) - A Irlanda vai permitir o acesso automático de pessoas adotadas aos seus registros de nascimento pela primeira vez, graças a novas leis com as quais o governo espera encerrar um "erro histórico", inclusive para milhares de pessoas que foram colocadas para adoção em segredo por instituições católicas.

Leis internacionais dizem que todas as crianças deveriam poder estabelecer suas identidades, mas dezenas de milhares de pessoas adotadas na Irlanda não possuem direito automático às suas certidões de nascimento ou acesso aos serviços de rastreamento.

A legislação foi publicada um ano depois de um inquérito descobrir que milhares de crianças morreram em lares irlandeses para mães solteiras e seus filhos, a maioria deles administrados pela Igreja Católica entre os anos 1920 e 1990.

Muitas crianças também foram levadas de suas mães e enviadas para outros países para adoção, como mostra o relatório, o último de uma série de documentos que expôs alguns dos piores abusos cometidos pela Igreja.

O ministro da Infância, Roderic O'Gorman, disse que a nova lei, se sancionada, irá providenciar a liberação de registros completos e irrestritos de nascimento, primeira infância e informações médicas para qualquer pessoa com mais de 16, não importando a vontade dos pais adotivos.

"Sabemos que um erro histórico foi cometido para com as pessoas adotadas. Com esse projeto de lei, estamos restaurando a informação que muitos de nós tomamos como dada, como parte de nossas histórias próprias e pessoais", disse O'Gorman.

(Reportagem de Padraic Halpin)

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