Irmã de Anderson, do Molejo, diz à polícia que Maylon não demonstrou ter sido vítima de estupro

Paolla Serra
·2 minuto de leitura

Menos de 24 horas depois de ter mantido relações sexuais com o pagodeiro Anderson de Oliveira, conhecido como Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, o cantor e dançarino Maycon Douglas Porto do Nascimento Adão, o MC Maylon, acompanhou a irmã do músico a uma festa. É o que contou Riane Oliveira em depoimento prestado ao delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP (Realengo), na tarde desta quarta-feira, dia 10.

Na delegacia, a moça relatou que, na noite de 11 de dezembro, ela e Maylon estiveram em um samba na Ilha da Gigóia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O encontro entre o jovem e Anderson aconteceu entre 1h34 e 3h32 do mesmo dia, no apartamento 104 do Hotel Queen, em Sulacap, na mesma região. Segundo Riane, o cantor se divertiu e dançou, não demonstrando tristeza tampouco ter sido vítima de violência sexual, como ele afirma.

Riane negou que Maylon tenha dito a ela sobre o estupro. No depoimento que prestou na mesma delegacia, Anderson Leonardo diz que o encontro entre ele e o jovem ocorreu de “maneira consensual”. Ele reiterou que não agrediu Maicon tampouco o forçou a fazer sexo com ele. Ele afirmou que, depois da ida ao hotel, o jovem continuou a frequentar seus shows.

Nos primeiros dias de janeiro, o pagodeiro diz ter sido procurado pela dona de casa Jupira Pinto, a mãe do cantor e dançarino. Ela o teria chantageado, afirmando que, caso ele não arcasse com os tratamentos médicos do filho, “tudo iria parar na imprensa” e sua carreira seria prejudicada.

Em entrevista ao EXTRA, Jupira negou a versão apresentada por Anderson:

— Nunca houve chantagem. Quando eu fui conversar com ele, era para pedir que ele visse médico para o Maylon. Expliquei bem para ele, que Maylon precisava de médico depois que ele cometeu isso com o Maylon, que ele fez essa coisa horrorosa. O Anderson fez sem camisinha. Maylon de 21 anos. E Anderson com a idade que tem. Maylon nunca tinha tido parceiro. Falei para ele: eu não tenho condições de levar meu filho para fazer exames particulares. Então eu dependo da ajuda dos meus amigos, como está acontecendo agora — disse a dona de casa.