Irmã de Anderson, do Molejo, diz que MC Maylon é apaixonado por ela

Paolla Serra
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No depoimento que prestou ao delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP (Realengo), a irmã do pagodeiro Anderson de Oliveira, conhecido como Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, afirmou que o cantor e dançarino Maycon Douglas Porto do Nascimento Adão, o MC Maylon, dizia ser apaixonado por ela. Riane de Oliveira Almeida relatou que Maylon - que acusa Anderson Leonardo de estupro enquanto o músico alega ter tido relações sexuais de maneira consensual com o jovem - se declarou em certas ocasiões e até tentou beijá-la uma vez, mas foi "repelido".

No depoimento, ao qual o EXTRA teve acesso, a recepcionista de 33 anos, conta ter conhecido o cantor e dançarino em 20 de setembro do ano passado, na entrada de um show do irmão, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Na ocasião, eles teriam tirado fotos e trocado números de telefone. Desde então, passaram a trocar mensagens diariamente, passando a haver "certa proximidade" e, por essa razão, as conversas passaram a envolver "coisas íntimas".

Riane disse ainda que Maylon nunca lhe contou ser virgem, como afirmou à Polícia Civil, e chegava a se gabar de já ter tido relacionamentos com "algumas pessoas famosas", não informando os nomes para "manter sigilo". A moça relatou ainda que o rapaz nunca fez nenhuma menção em ter interesse de se relacionar amorosamente com Anderson Leonardo.

No documento, a recepcionista ainda afirmou que a presença constante de Maylon nas apresentações de seu irmão causava um "certo aborrecimento", a sufocando e a incomodando. Assim como o pagodeiro, ela disse que foram dadas a Maylon oportunidades de participar em alguns desses shows, mas ele não teria “talento suficiente para ser cantor”.

Como o EXTRA noticiou na quarta-feira, a recepcionista contou ter ido a uma casa de shows na Barra da Tijuca, Zona Oeste o Rio, em companhia de Maylon na noite de 11 de dezembro. O encontro entre o jovem e Anderson aconteceu entre 1h34 e 3h32 do mesmo dia, no apartamento 104 do Hotel Queen, em Sulacap, na mesma região. Segundo Riane, o cantor "dançou bastante, fez alguns passos onde agachava até quase sentar-se no chão", não tendo reclamado de dores ou sangramentos nem demonstrado tristeza, depressão tampouco ter sido vítima de violência sexual, como ele afirmou aos policiais.