Irmã de Kim Jong-un pode ser indicada como sucessora ao trono, diz relatório sul-coreano

A irmã mais nova de Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte, foi apontada por um think thank sul-coreano como a pessoa mais provável a ser a sucessora do mais alto cargo do regime do país vizinho. O Serviço de Pesquisa da Assembleia Nacional da Coreia do Sul divulgou um relatório nesta quarta-feira, explicando que se Kim Yo-jong, de 32 anos, assumir o trono, a posição política da "linhagem Baekdu" da família Kim será fortalecida.

De acordo com o jornal "Korea Herald", especialistas acreditam que Yo-jong, que atuou como chefe de gabinete e confidente de seu irmão, será a próxima governante, sem, contudo, entrarem em detalhes sobre os dois ou três filhos pequenos de Jong-un. O relatório diz que ela vem recebendo ainda mais atenção desde que a saúde do irmão foi posta em questão.

"Desde o início deste ano, Yo-jong recebeu destaque de papéis ativos, incluindo o anúncio de mensagens oficiais para a Coreia do Sul e os EUA, substituindo Jong-un. Como figura política individual, ela praticamente assumiu o papel de centro do partido para assumir a responsabilidade do sistema de liderança monolítico do partido".

O relatório, no entanto, acrescentou que a ascensão de Yo-jong à alta liderança não ocorreria imediatamente, exigindo outro processo oficial depois que Jong-un retornar aos holofotes. Ela pode entrar primeiro como membro suplente do principal órgão de formulação de políticas do Partido dos Trabalhadores no início de maio.

"Kim Jong-un, a fim de superar a crise nacional, poderia expandir o status e o papel de Yo-jong como o 'centro do partido'", afirma o relatório, referindo-se ao termo usado tanto por Jong-un quanto por seu pai Kim Jong-il quando foram reconhecidos como os sucessores oficiais do país.

O paradeiro de Kim Jong-un e seu estado de saúde foram alvo de fortes especulações nas últimas semanas, com rumores indicando que o líder pode estar morto ou em estado vegetativo. A conjectura começou quando Kim não esteve presente numa visita anual ao Palácio Kumsusan do Sol em 15 de abril para comemorar o nascimento do fundador do país, seu avô do líder Kim Il-sung, um evento importante ao qual compareceu todos os anos desde que assumiu o poder em 2011. O líder foi visto pela última vez em 11 de abril em Pyongyang, quando presidiu uma reunião do Politburo do Partido dos Trabalhadores.

Imagens de satélite que mostram uma movimentação de barcos de luxo usados com frequência pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e seu séquito perto de Wonsan dão novos indícios de que ele está na estância litorânea, de acordo com especialistas que monitoram o regime recluso.

Na terça-feira, o site de monitoramento NK PRO relatou que imagens de satélites comerciais mostraram que barcos usados frequentemente por Kim realizaram movimentos em padrões que levam a crer que ele ou seu séquito pode estar na área de Wonsan.

O relato veio após uma reportagem da semana passada de um projeto de monitoramento sediado nos Estados Unidos, o 38 North, que disse que imagens de satélite revelaram o que se acredita ser o trem pessoal de Kim estacionado em uma estação reservada para seu uso na casa de verão de Wonsan.

Autoridades da Coreia do Sul e dos EUA disseram ser plausível que Kim esteja no local, possivelmente para evitar se expor ao novo coronavírus, e expressaram ceticismo com as reportagens segundo a qual ele tem alguma doença grave.

Elas alertam, porém, que a saúde e a localização de Kim são segredos guardados a sete chaves e que é difícil obter informações confiáveis na Coreia do Norte.

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